Preço da eletricidade dispara para novo máximo. Já subiu 115% com a guerra

6 mar, 13:26
Preço da eletricidade deve aumentar num futuro próximo e a culpa não é só da guerra na Ucrânia

Invasão da Ucrânia pela Rússia agrava subida de preços da energia. Eletricidade na Península Ibérica vai bater todos os recordes conhecidos no início da semana

O preço grossista da eletricidade vai atingir um valor histórico. Esta segunda-feira, dia 7 de março, o Mibel - a referência na Península Ibérica - vai tocar no patamar dos 500 euros por megawatt hora (MWh) em Portugal e Espanha durante alguns períodos do dia. Nunca tal tinha acontecido.

O valor médio diário será de 442,54 euros por MWh, o que representa uma subida de 17% face ao registado neste domingo, de acordo com os dados divulgados pelo Omie, o operador da eletricidade no mercado ibérico.

Como o valor oscila frequentemente durante o dia, ele vai variar entre um mínimo de 379,02 euros por MWh (registado entre as 23h e as 00h) e um máximo de 500 euros por MWh (entre as 19h e as 20h).

A invasão da Ucrânia pela Rússia veio agravar a escalada de preços que vinha a sentir-se desde o ano passado, principalmente na energia. Só desde o início do conflito, os preços da eletricidade em Portugal e Espanha dispararam 115%. E face há exatamente um ano, a diferença é ainda maior: o preço médio no mercado ibérico era então de 47 euros por MWh. 

O anterior máximo registado pelo operador tinha sido registado a 23 de dezembro, quando o preço médio se fixou nos 283,67 euros por MWh.

Os preços da eletricidade estão a subir à boleia da escalada registada no gás natural nos mercados internacionais, cuja cotação foi de 192,55 euros por MWh na sexta-feira, depois de na quinta-feira ter batido o recorde nos 199 euros.

Ao contrário do que acontece com os combustíveis ou com o gás em botija, o mercado da eletricidade não é tão rápido a incorporar estas tendências. No mercado regulado, em Portugal, o preço é fixado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e pode sofrer uma atualização a cada trimestre caso se verifiquem fortes oscilações. No mercado liberalizado, a história é outra, e pode depender do fornecedor.

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