Doze militares e "dezenas de terroristas" foram mortos este sábado no Níger, segundo fonte governamental

Agência Lusa , PF
5 dez 2021, 23:30
Militar (AP)
Militar (AP)

Combates deram-se em Fantio, comuna rural no departamento de Téra, na região de Tillabéri, que é regularmente atingida por grupos jihadistas afiliados à al-Qaeda ou ao Estado Islâmico

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Pelo menos 12 soldados nigerinos e "dezenas de terroristas" foram mortos este sábado em combates intensos na zona ocidental do Níger, dentro da chamada zona das "três fronteiras", anunciou hoje o ministério da Defesa do país.

Os confrontos ocorreram a cinco quilómetros da cidade de Fantio, entre os militares nigerinos e "centenas de terroristas armados: 12 elementos caíram no campo de honra, oito feridos. Do lado inimigo, dezenas de terroristas foram neutralizados [mortos]", de acordo com um comunicado, citado pela agência France Presse.

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"Várias motos" pertencentes aos atacantes foram destruídas e "meios de comunicação recuperados", segundo a mesma fonte. Os militares nigerinos começaram por "defender-se ferozmente e causaram dezenas de mortes ao inimigo, antes de serem submergidos pelos seus números", acrescentou o ministério.

No entanto, "reforços vindos das cidades de Wanzarbé e Téra" e "o apoio aéreo (...) ajudaram a derrotar o inimigo, que deixou dezenas de mortos e equipamento para trás", disse.

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Fantio é uma comuna rural no departamento de Téra, na região de Tillabéri, que é regularmente atingida por grupos jihadistas afiliados à al-Qaeda ou ao Estado Islâmico.

No passado mês de maio, cinco aldeões foram mortos em Fantio "por uma horda de terroristas em motos" enquanto o país celebrava os feriados do Eid el-Fitr, que marca o fim do Ramadão muçulmano. Esse ataque deixou ainda duas pessoas gravemente feridas e uma igreja foi incendiada.

No final de junho, dois civis, um diretor de escola e um inspetor de polícia reformado foram assassinados e gado foi roubado.

Para além dos ataques dos grupos jihadistas do Sahel, incluindo o Estado Islâmico no Grande Sahara (EIGS), na parte ocidental do país, o Níger é ainda palco de ataques frequentes do Boko Haram e do Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), na parte sudeste, junto à fronteira com a Nigéria.

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