Frente Comum convoca greve nacional da Função Pública para 27 de outubro. Proposta do Governo é “miserabilista”

ECO - Parceiro CNN Portugal , Salomé Pinto
9 out 2023, 11:33
Plenário nacional da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública em frente à Assembleia da República (Lusa/ Tiago Petinga)

Federação sindical considera "miserabilista" a proposta do Governo de um aumento de 52,11 euros, num mínimo de 3%. Ação de luta realiza-se na véspera da votação na generalidade do OE para 2024.

AFederação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (Frente Comum) convocou uma greve nacional para o dia 27 de outubro para contestar a proposta do Governo de aumento salarial na Administração Pública, em plena véspera da discussão e votação na generalidade da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2024, que se realiza a 30 e 31 de outubro.

“A contraproposta o Governo é miserabilista, perante a capacidade de resposta que o país tem neste momento, faz uma proposta de 52 euros com 3% de aumento e o que quer dizer é que está a obrigar os trabalhadores da Administração Pública a continuar a empobrecer”, afirmou esta segunda-feira o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, acrescentando que “os trabalhadores rejeitam absolutamente este caminho”.

Por isso, a federação sindical, afeta à CGTP, e que tem ficado de fora do acordo de valorização dos funcionários públicos assinado entre governo e os dois sindicatos da UGT (FESAP e STE), decidiu “marcar uma greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública para o próximo dia 27 de outubro”, anunciou Santana.

“Esta greve ocorrerá, porque os trabalhadores foram empurrados para ela, porque o Governo, tendo soluções, decidiu não as pôr em prática”, considerou Sebastião Santana, sublinhando que a paralisação vai ocorrer ainda antes da discussão na generalidade do Orçamento do Estado, marcada para 30 e 31 de outubro.

O objetivo desta ação de luta é convencer o Governo a “alterar a sua proposta e, de uma vez por todas, interromper este caminho de empobrecimento”, destacou o coordenador da Frente Comum.

A Frente Comum defende um aumento salarial de 15% com um mino de 150 euros por trabalhador, o que contrasta com a proposta do Executivo de 52,11 euros por trabalhador, num mínimo de 3% a partir dos 1807 euros.

Para além disso, a federação sindical exige que a Base Remuneratória da Administração Pública (BRAP), vulgo salário mínimo no Estado, salte dos atuais 769,20 euros para 920 euros, quando a intenção do Executivo é não ir além dos 821,31 euros brutos por mês.

O dirigente sindical ressalvou que “foi pedida reunião suplementar ao Governo para esta segunda-feira, no entanto, foi recusada por falta de agenda, pelo que a Frente Comum decidiu então avançar para esta paralisação” de 24 horas.

(Notícia em atualização)

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