Medina acusa direita de ter inventado caso dos CTT para atacar Pedro Nuno Santos

Agência Lusa , MJC
5 jan, 19:52

Em declarações aos jornalistas à chegada ao Congresso Nacional do PS, em Lisboa, Fernando Medina salientou que, “como já está público e escrito na documentação” desclassificada esta quinta-feira pelo Governo, a aquisição de 0,24% das ações dos CTT em 2021 foi “da exclusiva responsabilidade do ministro das Finanças”

O ministro das Finanças, Fernando Medina, acusou a direita de ter “inventado o caso” da aquisição de ações dos CTT por parte do Governo para “atacar o novo secretário-geral do PS”, que não teve “responsabilidade nenhuma” na operação.

Em declarações aos jornalistas à chegada ao Congresso Nacional do PS, em Lisboa, Fernando Medina salientou que, “como já está público e escrito na documentação” desclassificada esta quinta-feira pelo Governo, a aquisição de 0,24% das ações dos CTT em 2021 foi “da exclusiva responsabilidade do ministro das Finanças”.

“O que se está a passar é um caso muito simples: os partidos da direita - o PSD, IL e Chega - entenderam que queriam criar mais um caso para atingir o novo secretário-geral do PS [Pedro Nuno Santos] e inventaram um caso”, criticou, acrescentando que Pedro Nuno Santos não teve “responsabilidade nenhuma” naquela operação.

Para Medina, a direita inventou “um caso de que tinha havido uma compra secreta, que não havia pareceres da Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Setor Público Empresarial (UTAM)”, ou que a compra não tinha interesse público, quando disse já ter ficado comprovado que ambas as alegações são falsas.

“A seguir, vêm tentar dizer algo que é falso, que é: isto é mais uma decisão do [então] ministro das Infraestruturas [Pedro Nuno Santos], quando não teve nenhuma participação na decisão de aquisição”, disse.

Medina considerou que isto demonstra que, até ao final da campanha eleitoral, a direita, “que não tem nada para falar para o país, vai procurando atirar casos sobre casinhos, procurando denegrir a imagem do PS”.

“Eles não têm nada para dizer ao país, não disseram rigorosamente nada para o país. Não há nenhuma palavra sobre como é que os portugueses podem ver os seus salários melhorados, como é que se pode consolidar a sustentabilidade da Segurança Social e manter um Estado social forte e reforçado”, disse.

O governante reforçou que, tendo em conta que a direita não tem “nada para dizer ao país”, “só tem um objetivo: criar um caso para atacar o secretário-geral do PS”.

Relacionados

Governo

Mais Governo

Mais Lidas

Patrocinados