Sérgio Conceição: «Quero perguntar ao Mangala se comprou aquele espaço»

2 abr, 14:01

Treinador do FC Porto mostrou-se indignado com as «provocações» dos árbitros e os constantes erros

Esta terça-feira, Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, falou pela primeira vez sobre o sucedido no jogo (e pós-jogo) frente ao Estoril, na derrota por 1-0, criticando não só os vários erros da arbitragem, mas também aquilo que a equipa não fez bem dentro das quatro linhas.

«Mais uma vez houve coisas negativas dentro do jogo. Hoje (terça-feira) falámos e olhámos para o que não fizemos bem no jogo. Houve algumas parecenças com o jogo que fizemos em Arouca (derrota por 3-2). Situações que estavam relacionadas com a nossa ocupação do espaço. Foi a primeira vez que o Estoril jogou daquela forma, estratégia definida pelo treinador adversário e cabia-nos a nós arranjar forma de a contrariar», começou por dizer, em antevisão ao jogo frente ao V. Guimarães, referente à primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

Num escalar da situação, o técnico dos dragões mostrou-se claramente insatisfeito com os acontecimentos na Amoreira, mas conseguiu brincar com uma análise estrangeira ao lance polémico entre Mangala e Francisco Conceição.

«Complicou-se… com tudo aquilo que aconteceu no jogo e já foi falado por toda a gente. Ainda mais pelas expulsões, mas estas são a causa de algo, que é claro para toda a gente. Só não vê quem não quer ver. Vi escrito, por um árbitro ex-árbitro internacional espanhol, que o Francisco fez falta sobre o Mangala. Acho que é a situação mais engraçada que eu passei nestes 40 anos que tenho de futebol. Entrou no espaço do defesa. Quero perguntar ao Mangala, que foi meu jogador na Bélgica, se comprou aquele espaço, aqueles dois metros quadrados de terreno. Se alguém entrar ali há falta. Acho muito estranho», rematou. 

Por fim, Sérgio confessou que o lance deveria ter sido revertido em penálti e atirou que o FC Porto joga «sempre contra algo mais do que só 11 jogadores».

«Acho que é um pênalti claríssimo. O jogo contra o Estoril resume um pouco o que foi a época. A todos os níveis. Jogamos sempre contra algo mais do que só 11 jogadores, ou o público, o relvado ou a chuva… e por vezes a equipa de arbitragem. Eu também erro, mas tento não cometer outra vez. Aquilo que se tem visto não são erros técnicos, são provocações dos árbitros aos jogadores. Obviamente que a reação dos jogadores não foi bonita», conclui indignado.

 

 

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