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Saviola: «O Ruben Amorim divertia-me, não o imaginava treinador»

23 out 2021, 09:45

Entrevista exclusiva ao antigo avançado do Benfica - Parte V

De 2009 a 2012, Javier Saviola foi colega de equipa de Ruben Amorim no Benfica. Nove anos depois, o médio «brincalhão» é o treinador campeão português e grande figura no Sporting. Saviola não podia estar mais surpreendido. 

El Conejo recorda o antigo companheiro, sorri ao falar de Ruben e admite que nada nele sugeria que um dia tivesse tanto sucesso no banco de suplentes. Tudo para ler na grande entrevista ao Maisfutebol.

PARTE 1: «No Benfica, eu e o Aimar encontrámos o prazer de jogar» 

PARTE 2: «O Benfica sentiu no Bayern o que sentimos no FC Porto em 2010»

PARTE 3: «Com o Jorge Jesus nunca há meias palavras»

PARTE 4: «Insistiram comigo e lá fui ver um miúdo chamado Lionel Messi»

Maisfutebol – No Benfica teve um rapaz chamado Ruben Amorim como colega de equipa. Esperava vê-lo em 2021 a treinar o Sporting?

Javier Saviola – Sinceramente, não (risos). Não o imaginava a ter uma carreira tão bem sucedida como treinador. Não o via a ser treinador um dia. O Ruben estava a passar um grande momento no Benfica e, à parte disso, era muito divertido. Ele era um daqueles jogadores que é sempre bom ter no balneário. Tentava sempre levantar o ânimo do grupo e o Ruben, para isso, era incrível. Animava-nos, dava-nos moral, era um grandíssimo companheiro. Divertia-me muito e não o imaginava como treinador. Fico muito feliz por tudo o que ele está a viver. Sempre tive uma boa ligação com ele.

MF – O Ruben trocou a vida calma fora do futebol pela adrenalina de ser treinador. O Saviola tem nostalgia dos dias de futebolista ou prefere esta vida mais normal, talvez mais fácil?

JS – Temos de retirar-nos do futebol e sentir que não nos falta nada. Temos de sair vazios. Se deixamos alguma coisa lá dentro, certamente que teremos vontade de voltar. Quando um jogador decide abandonar, tem mesmo de dar um passo firme e bem pensado. Tem de saber que depois vem um mundo diferente e uma vida nova. Nós estamos habituados a viver só para o futebol, nos treinos ou em hotéis, e de repente estamos em casa descansados, ao lado da família e amigos. Tudo muda. No início é complicado. Eu senti que estava a tomar a decisão certa em 2015, mas deixava 20 anos da minha carreira para trás. Não fiquei doido, aguentei-me (risos).

MF – A transição para a vida pós-futebol acabou por ser simples?

JS – Sim, refugiei-me na minha mulher e nos meus filhos. Eles são pequenitos e vivi plenamente o crescimento deles. No futebol prescindi de muitas coisas. Cá fora aprendi a ser pai, a levar os miúdos ao colégio e a ser uma pessoa presente.

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