Musk e Zelensky em batalha no Twitter: "Que Elon Musk preferem, o que apoia a Ucrânia ou a Rússia?"

3 out, 20:41
Zelensky e Elon Musk

O dono da Tesla fez uma sondagem na rede social à sua proposta para um tratado de paz na Ucrânia, mas não foi tão bem recebido quanto esperava

O empresário sul-africano Elon Musk está debaixo de fogo depois de ter criado esta segunda-feira uma sondagem na rede social Twitter com aquela que é a sua proposta para um possível tratado de paz entre a Ucrânia e a Rússia. Com mais de um milhão de votos e uma tempestade de críticas, 63% dos participantes na sondagem votaram contra a proposta do dono do Tesla.

Mas o que propunha Elon Musk? Entre as propostas está a manutenção da neutralidade ucraniana e a sugestão de refazer as eleições nas regiões anexadas com supervisão das Nações Unidas, estando a Rússia obrigada a abandonar o território caso seja essa a vontade do povo.

Uma das propostas parece ter sido particularmente mal acolhida pela população ucraniana e pelos utilizadores do Twitter. Elon Musk insinua que a Crimeia volte a fazer parte da Rússia, uma vez que este território fez parte do império russo desde 1783 e até “ao erro de Khrushchov".

Vários utilizadores apontam que esta é precisamente a mesma argumentação apresentada por Vladimir Putin na véspera da invasão à Ucrânia, no dia 24 de fevereiro e que, pela mesma lógica, Kiev teria de ser reintegrada na Rússia, uma vez que também fazia parte desse império.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky respondeu à controversa sondagem feita por Elon Musk. Numa publicação da sua conta oficial no Twitter, o presidente ucraniano criou também ele uma sondagem com a pergunta "Que Elon Musk preferem?" e dá aos seguidores a opção de escolher entre as seguintes respostas: "O que apoia a Ucrânia" ou "O que apoia a Rússia". 

Insatisfeito com o resultado, Elon Musk criou outra sondagem, onde questiona se se deve respeitar a vontade das pessoas “que vivem no Donbass e na Crimeia” para decidirem se querem fazer parte da Rússia ou da Ucrânia.

O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak respondeu ao dono da Tesla, questionando-o sobre se estaria a tentar legitimizar “pseudo referendos que tiveram lugar na mira de armas, perseguições, execuções em massa e tortura”. Horas antes, Podolyak já tinha respondido na sua própria página do Twitter, sugerindo um outro caminho para a paz: a Ucrânia liberta os seus territórios, incluindo a Crimeia, a Rússia desmilitariza e desnucleariza o seu país e todos os criminosos de guerra vão a julgamento num tribunal internacional.

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