Fundação do Pulmão quer vacina antipneumocócica gratuita acima dos 65 anos

Agência Lusa , AM
13 dez 2021, 13:04
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Vice-presidente pede ainda que rastreio da população de risco com TAC de baixa dosagem seja alargado

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O vice-presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, Jaime Pina, defendeu esta segunda-feira que o Programa Nacional para as Doenças Respiratórias deve passar a contemplar a vacinação antipneumocócica gratuita acima dos 65 anos.

O pneumologista, que falava durante a apresentação do relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), disse que o Programa Nacional para as Doenças Respiratórias precisa de ser “atualizado com novas valências”, entre as quais a vacinação antipneumocócica gratuita acima dos 65 anos e o rastreio da população de risco (fumadores) com TAC (tomografia axial computorizada) de baixa dosagem, para se conseguir diagnosticar de forma mais precoce o cancro do pulmão.

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Além destas duas “novas valências”, considerou que o PNDR devia ainda passar a contemplar uma rede nacional de espirometrias (exame para diagnosticar a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) e uma rede nacional para a reabilitação respiratória.

Na apresentação, a pneumologista Raquel Duarte sublinhou a necessidade de uma reorganização da resposta para garantir a assistência aos doentes, lembrando que a chamada ‘long covid’ vai trazer uma sobrecarga ao sistema de saúde.

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“Vamos precisar de resposta de todo o Serviço Nacional de Saúde, com uma abordagem multidisciplinar, para permitir vigiar estes doentes ao longo do tempo”, afirmou a especialista.

“A covid-19 não desapareceu com o desaparecimento dos sintomas no doente”, acrescentou a especialista, lembrando: “Isto vai trazer uma sobrecarga no sistema, com doentes agudos e doentes crónicos”.

Questionada sobre as longas listas de espera quanto à Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), Raquel Duarte defendeu a necessidade de uma “maior capacidade de triagem hospitalar”, lembrando igualmente que nalguns casos a avaliação pode ser feita em domicílio e que as empresas de cuidados respiratórios ao domicílio podem ter aqui um papel importante.

De acordo com o ONDR, a SAOS é o distúrbio respiratório do sono com maior prevalência na população, sendo considerada um problema de saúde pública, “aumentando o risco de acidentes laborais e de viação e de complicações cardiovasculares”.

O relatório hoje apresentado pelo ONDR revela que as doenças respiratórias não covid-19 mataram 36 pessoas por dia em Portugal em 2019 e que a pneumonia foi a que mais matou, com um total de 5.799 óbitos (16/dia).

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Revela ainda que a pandemia agravou o peso económico das doenças respiratórias e que em 2020 estimativas apontam para um custo superior a 37 mil milhões de euros.

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