Martim Sousa Tavares pensou que era spam. Afinal era um prémio europeu que vinha para Portugal (pela primeira vez)

24 mai, 11:41

A Orquestra Sem Fronteiras, que junta músicos do interior, portugueses e espanhóis, venceu o Prémio Carlos Magno para a Juventude 2022. Maestro português recebeu o prémio

E aos 30 anos, a data limite para poder ser distinguido, Martim Sousa Tavares recebeu o Prémio Carlos Magno para a Juventude 2022 para o projeto Orquestra Sem Fronteiras, que fundou há três anos. É a primeira vez na sua história que o prémio vem para Portugal. 

"Não foi uma escolha fácil", de acordo com a organização, que escolheu entre projetos de todos os estados-membros. "Os vencedores deste ano tentaram fazer o mundo um lugar melhor. A sua visão é o de uma sociedade melhor, de acesso a todos", elogiou, referindo-se à Orquestra Sem Fronteiras. 

"O prémio vai para 150 músicos desta orquestra que, sem ela, desistiriam da música e que não teriam acesso à música", disse o maestro Martim Sousa Tavares agradecendo o prémio.  

A entrega do prémio aconteceu esta terça-feira, em Aachen, Alemanha. Portugal, como todos os estados-membros da União Europeia, fez-se representar pelos seus projetos nacionais vencedores, encabeçados por jovens dos 16 aos 30 anos de idade.

Ao apresentar, inicialmente, a candidatura ao prémio gerido pelo Parlamento Europeu em parceria com a Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno, Martim Sousa Tavares não esperava a vitória. O músico comentou com a CNN Portugal, minutos antes de conhecer a decisão final, que ficou surpreendido quando soube por e-mail que o seu projeto era o vencedor nacional: “pensei que era spam”. Mas afinal era mais do que isso.

Um prémio para fomentar o espírito europeu

Todos os anos desde 2008, cada estado-membro recebe um prémio para um projeto destinado à juventude e liderado por sub-30. Os projetos competem depois entre eles, o vencedor recebe um prémio monetário de 7,5 mil euros. 

O objetivo é incentivar os jovens a criar iniciativas para fomentar o projeto europeu, trabalhando com os valores que o caracterizam. 

Foi o caso da Orquestra Sem Fronteiras (OSF) que, através da diversidade e representatividade, tem como objetivo apoiar o talento jovem e fixá-lo no interior do país ao levar a cultura de uma forma prática e pedagógica a dezenas de localidades. Com foco na cooperação, junta músicos portugueses com espanhóis, atravessando a fronteira e juntando o fator social com o cultural.

“Juntamos 150 músicos no interior e ao financiar esta orquestra fixamo-los nesta região. Tocamos em pequenas cidades ou vilas, onde as pessoas nunca imaginaram ouvir uma orquestra”, disse Martim Sousa Tavares na sua curta apresentação aos restantes estados-membros, na cerimónia de entrega do prémio. “A música pode ser um grande motor para a paz e dos valores europeus”.

O próximo concerto da OSF, “Da Primavera para o Verão”, está marcado para 11 de junho, em Mora. 

Veja aqui a atuação da Orquestra Sem Fronteiras no dia 25 de Abril, em São Bento. 

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