Governo considera transparente caso da secretária de Estado que saiu da CP (7.210€/mês, indemnização de 80.000€) e que depois foi para a AMT (13.440€/mês)

Agência Lusa , AG
19 abr, 14:04

“Não há comparações possíveis" com o que se passou no Governo PS, diz o ministro da Presidência

O Governo defendeu esta sexta-feira que “não há comparações” entre a indemnização recebida pela atual secretária de Estado da Mobilidade quando saiu da CP e “outras situações” que se passaram como Governo PS, dizendo tratar-se de um programa “aberto durante quatro anos” e que abrangeu 400 trabalhadores.

O jornal Correio da Manhã noticiou que Cristina Pinto Dias, atual secretária de Estado da Mobilidade, saiu da CP - Comboios de Portugal, em julho de 2015 com uma indemnização de cerca de 80 mil euros, e foi depois ganhar como administradora da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) um salário e despesas de representação na ordem dos 13.440 euros por mês, quase o dobro dos 7.210 euros que recebia na CP.

No Conselho de ministros, protagonizado pelo primeiro-ministro e centrado na redução do IRS, esta pergunta foi passada por Luís Montenegro ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

“Esta é uma indemnização igual a perto de 400 trabalhadores e dentro de um programa aberto durante quatro anos com regra aplicáveis a todos”, disse Leitão Amaro.

O ministro defendeu que Cristina Pinto Dias recebeu a sua indemnização com base em 18 anos de trabalho na CP e que até se lhe aplicou “o mais baixo dos dois salários que poderia ser ponderado”, como técnica superiora e não como administradora, cargo que exercia quando deixou a empresa.

Leitão Amaro salientou ainda que, como deixou a CP para integrar um órgão regulador, “perdeu o direito de regressar à empresa onde estava para garantir a ética e a seriedade”.

“Não há comparações possíveis quanto a cenários discutidos no passado”, disse, numa alusão implícita ao caso da ex-administradora da TAP Alexandra Reis, que recebeu cerca de meio milhão de euros, caso que acabou por provocar a demissão do anterior Governo do ex-ministro das Infraestruturas e atual secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos.

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