Prisão preventiva para dois dos 12 suspeitos de arrendamentos fictícios no Grande Porto

Agência Lusa , MSM
25 fev, 08:04
Prisão

As vítimas só se apercebiam da burla quando o verdadeiro proprietário do imóvel reclamava a desocupação da habitação

Dois dos 12 detidos por suspeitas de envolvimento num esquema de arrendamentos fictícios, no Grande Porto, ficaram em prisão preventiva, seis com apresentações periódicas e quatro com termo de identidade e residência, revelou este sábado fonte da PSP.

O grupo foi detido na quarta-feira, na área do Grande Porto, na sequência da operação Ghost Rent desencadeada no âmbito de um inquérito por burla qualificada e furto que resultou na detenção de doze cidadãos (três homens e nove mulheres) e na apreensão de diversos meios de prova.

Dois dos detidos ficam em prisão preventiva, seis sujeitos a apresentações periódicas e com quatro a termo de identidade e residência.

Os 12 detidos, com idades entre os 21 e os 54 anos, são suspeitos de burla a centenas de estrangeiros num esquema de arrendamentos fictícios, no qual, fazendo-se passar pelos proprietários dos imóveis, solicitavam uma caução que podia chegar aos 2.400 euros.

De acordo com a PSP, a investigação teve início há seis meses, tendo já sido identificadas 140 situações e contabilizados aproximadamente 243 mil euros.

O esquema - indicou a PSP em conferência de imprensa na quarta-feira - passava por arrendar, durante uns dias, habitações em regime de alojamento local e simultaneamente colocar um anúncio para arrendamento daquela habitação “de média ou de longa duração”.

Já com acesso à casa, os suspeitos, que utilizavam nomes falsos, faziam-se passar pelos proprietários do imóvel, mostrando-o mesmo às vítimas que eram pressionadas para assinar rapidamente o contrato de arrendamento e a sinalizar o negócio com uma caução no valor de dois a quatro meses de renda, qualquer coisa como entre 1.600 a 2.400 euros.

O grupo tinha como “alvo preferencial cidadãos estrangeiros que se deslocavam a Portugal com o intuito de trabalhar, fundamentalmente, e de estudar”.

Oriundas da América Latina e de África, as vítimas foram confrontadas, em alguns casos, com situações de emergência social, tendo sido mesmo necessário acionar a Segurança Social, referiu o comissário.

As vítimas só se aperceberam da burla quando o verdadeiro proprietário do imóvel reclamava a desocupação da habitação. Em alguns casos, os suspeitos terão ainda roubado eletrodomésticos e outros objetos das casas.

 

 

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