Polícias têm ordens para não abastecer viaturas da PSP, denuncia sindicato: "Isto é completamente inadmissível"

CNN Portugal , RL - notícia atualizada às 20:30
3 jan, 17:38

Viaturas deverão circular o mínimo possível, como medida cautelar de gestão de combustível. PSP afirma que o MAI concordou com a situação. Para o SINAPOL, as ordens "põem em causa a segurança pública e a segurança dos cidadãos"

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As viaturas da PSP poderão ter de parar por falta de combustível. Em causa está a não-renovação do contrato de fornecimento de combustível com a Galp, noticia o Jornal de Notícias.

Em comunicado enviado à CNN Portugal, o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) adianta que recebeu esta segunda-feira "com estupefação", "vários contatos de elementos policiais", que afirmaram terem sido informados por mensagem de e-mail e de forma verbal que “até novas instruções, os abastecimentos das viaturas policiais, estão proibidos”, assim como ”as viaturas deverão circular o mínimo possível, devendo estar estacionadas meramente para visibilidade e caso necessitem de abastecimento urgente, o mesmo carece de autorização da área de logística, e justificada a razão do abastecimento”.

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O sindicato refere ainda outras denúncias que restringem a circulação de outras viaturas policiais, tais como motociclos, viaturas descaracterizadas e de intervenção e fiscalização.

"Para o SINAPOL, isto é completamente inadmissível e indubitavelmente estas “ordens” põem em causa a segurança pública e a segurança dos cidadãos, são totalmente incompreensíveis para um país desenvolvido, membro da União Europeia e a ocorrerem em pleno Século XXI", afirma o Sindicato.

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Alegando que "os factos descritos são muito graves", o SINAPOL remeteu com carácter de urgência um pedido de esclarecimento sobre esta situação, quer à Direção Nacional da PSP, quer ao Ministério da Administração Interna: "Por mais justificações que tentem encontrar para o que se está a passar, não há justificação alguma que valide colocar em risco a segurança pública e dos cidadãos, como evidentemente está a acontecer, e que o SINAPOL repudia."

Contactada pela CNN Portugal, a PSP afirma que a renovação do contrato anual de fornecimento de combustível entre a Polícia de Segurança Pública e a Galp "é um procedimento normal", no âmbito da Contratação Pública, estando sujeita a visto prévio do Tribunal de Contas, e acontece no fim de cada ano económico, "normalmente caracterizado por um acrescido volume de solicitações", que o Ministério da Administração Interna, que tutela a PSP, tem acompanhado.
 
"Enquanto aguarda o visto prévio do Tribunal de Contas, considerou a PSP, como medida cautelar de gestão, recomendar o abastecimento mínimo das suas viaturas, situação que o MAI concordou e acompanhou enquanto tutela e que, não obstante, deu instruções para que fosse garantida a continuidade do abastecimento, de forma a não afetar minimamente a atividade e o cumprimento da missão diária da Polícia de Segurança Pública, salvaguardando, como sempre, a segurança das populações", declarou.

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