Gigante de viagens chinesa quer trazer turistas de "alta gama" para Portugal

Agência Lusa , WL
12 dez 2021, 12:09
Lisboa
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Empresa dona da plataforma Skyscanner está a identificar hotéis nacionais que melhor se encaixam com as caraterísticas dos turistas chineses

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A Trip.com Group, uma das maiores agências de viagens do mundo, quer enviar "clientes de alta gama" para Portugal assim que a pandemia estabilize, investindo ainda no país. A posição foi assumida à agência Lusa pela diretora executiva, Jane Jie Sun.

“Estamos muito avançados na preparação da recuperação [da pandemia] para enviar clientes para a Europa e Portugal. A maioria dos países europeus quer muito atrair turistas chineses porque o poder de compra é muito forte”, afirmou em Macau.

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O grupo é dono de empresas de viagens online como a Skyscanner ou a Trip.com. Jane Jie Sun explicou que, apesar da confiança na recuperação, “existe um entrave que está a atrasar a chegada de visitantes chineses à Europa: as quarentenas no regresso a casa”.

A China permanece praticamente isolada na política de casos zero covid-19 e impõe fortes restrições fronteiriças e elevadas quarentenas a quem queira regressar ao país.

Política chinesa limita viagens

A diretora executiva acredita que esta política pode ser alterada em 2022, vincando que “tudo depende do controlo do vírus”. “Se conseguirmos chegar ou ultrapassar 85% ou 90% [de vacinados], se a terceira dose for eficaz e se a taxa de mortalidade estiver sob controlo, há possibilidades”, frisou.

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Até lá, garantiu, a empresa tem uma equipa de pesquisa a explorar locais e resorts para responder ao perfil dos clientes chineses. O inventário também está a ser feito em Portugal. Questionada se o grupo estava a pensar investir em Portugal, respondeu “claro”.

Portugal promove-se na China

A prova deste compromisso por parte do grupo com Portugal ficou patente com o lançamento, este mês, de uma campanha conjunta com Turismo de Portugal.

Em resposta à Lusa, o Turismo de Portugal explicou que a campanha “vocacionada inteiramente para o segmento digital, em particular para os dispositivos móveis” tem como foco “essencialmente para millennials e genZ chineses e, geograficamente, privilegiando as principais cidades chinesas emissoras de turistas, nomeadamente Pequim, Xangai, Cantão, Chengdu, Chongqing, entre outras”.

O objetivo, detalhou o Turismo de Portugal, passa por “manter Portugal como 'top of mind' dos consumidores chineses para quando as viagens forem possíveis novamente”.

Segundo dados oficiais disponibilizados à Lusa, “em 2020, fruto do contexto pandémico, a China foi o 13.º maior mercado externo em hóspedes e o 17.º em dormidas para Portugal, com quotas de, respetivamente, 1,5% e 0,8%”.

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“Em relação às receitas turísticas, a China ocupou o 18.º lugar com 57,8 milhões de euros, que representaram 0,7% face ao total e um decréscimo, face a 2019, de 74,3%”, acrescentaram.

Procura interna 'segura' setor na China

Enquanto se espera que a pandemia esteja controlada, a aposta da empresa tem sido o turismo doméstico na China continental e Macau.

As reservas de hotéis domésticos e de bilhetes de avião na China continental registaram um crescimento de dois dígitos no segundo trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período em 2019, lê-se num comunicado da empresa.

“No Trip.com, do Grupo Trip.com, as reservas globais de hotéis domésticos aumentaram mais de 160% no terceiro trimestre de 2021 em comparação com o terceiro trimestre de 2019”, acrescentou o grupo.

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