"Deixem-no governar e depois comparem", pede Cavaco sobre Montenegro

18 abr, 20:01
Luís Montenegro e Aníbal Cavaco Silva no Congresso do PSD (António Pedro Santos/Lusa)

Ex-Presidente da República teve ainda tempo para palavras sobre Pedro Passos Coelho

Aníbal Cavaco Silva pediu que se dê tempo ao novo Governo, lembrando que passaram apenas seis dias desde que está em plenitude de funções.

Apesar das polémicas com a descida do IRS e com dois casos relacionadas com assessoras, o ex-Presidente da República entende que só mais à frente se deve fazer uma avaliação.

“Deixem-no governar, depois analisem e julguem, depois vejam aquilo que fez em comparação com as promessas feitas na campanha eleitoral e em relação ao comportamento da oposição”, reiterou.

O antigo chefe de Estado e ex-líder do PSD falava aos jornalistas à margem da apresentação do livro do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, intitulado “Liderar com as pessoas”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Interpelado pelos jornalistas, Cavaco Silva teve ainda tempo de comentar a situação de Pedro Passos Coelho, mas recusou falar sobre o polémico livro “Identidade e Família” ou sobre a possível aproximação do antigo primeiro-ministro ao Chega.

O ex-Presidente da República preferiu focar o papel de Passos Coelho como primeiro-ministro que “tirou Portugal da bancarrota” onde foi colocado “por um Governo socialista”.

O antigo Presidente da República começou por dizer que já leu o livro do engenheiro Carlos Moedas, deixando-lhe elogios.

“É um livro muito interessante sobre a resolução dos problemas das pessoas, os problemas concretos e não sobre táticas políticas. E devo dizer que aprendi bastante sobre a cidade de Lisboa. Melhorei os meus conhecimentos sobre o que tem sido feito na cidade de Lisboa, é por isso que estou aqui”, afirmou.

A apresentação do livro de Carlos Moedas decorreu perante uma sala cheia com várias figuras da política nacional, como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a antiga líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, o fundador social-democrata e ex-primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, atuais ministros como António Leitão Amaro, Nuno Melo, Miguel Pinto Luz, Pedro Reis ou Margarida Balseiro Lopes e ainda figuras como o patriarca de Lisboa, Rui Valério, o músico e compositor Rui Massena (que tocou uma obra ao vivo) ou os artistas Tony Carreira e Luís Represas.

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