Ricardo Paiva: «Saída do presidente da SAD não foi tema de conversa»

3 mar, 15:30
Ricardo Paiva no Vizela-Boavista (HUGO DELGADO/Lusa)

Treinador do Boavista garante que o foco do plantel está no jogo desta segunda-feira frente ao Famalicão

Ricardo Paiva revelou que tem procurado reforçar o equilíbrio emocional do plantel do Boavista perante as adversidades, mas quer regressar aos triunfos na próxima segunda-feira (20h15), na visita da equipa do Bessa a Vila Nova de Famalicão, para o jogo que encerra a 24.ª jornada da Liga.

«Tem sido um dos problemas que temos encontrado. Até acontecer os momentos menos positivos, a equipa tem dado uma resposta extremamente positiva no plano anímico e na questão do compromisso, do foco e da concentração. Temos trabalhado esse ponto para que, quando existir alguma adversidade, nos consigamos manter sólidos e encarar o jogo da mesma forma. Estamos a melhorar nesse ponto», destacou o treinador em conferência de imprensa.

O Boavista somou a segunda derrota consecutiva na ronda anterior, ao ser goleado, no Bessa, pelo Sp. Braga (0-4), mas Ricardo Paiva, que não prestou declarações no final desse jogo, rejeitou ter havido falta de compromisso da sua equipa.

«Tivemos uma exibição de compromisso e seriedade até perto do final da primeira parte, mas um erro individual acabou por ditar o primeiro golo do opositor e, depois, precipitar o segundo. Isso deixou o Sp. Braga confortável. De qualquer forma, corrigimos. A questão do compromisso continua a estar presente em cada jogo, porque é fundamental termos seriedade no trabalho e em todas as ações disputadas nos 90 minutos», apontou.

No final da receção aos minhotos, Vítor Murta comunicou que está de saída do cargo de presidente da SAD, decisão justificada pela contestação dos adeptos, com o treinador a garantir que o tema passou ao lado da preparação do duelo em Vila Nova de Famalicão.

«Não foi tema de conversa. O nosso foco esteve no trabalho, porque tivemos muita coisa para corrigir ao longo da semana. De dia para dia, centramo-nos no nosso trabalho e nos aspetos táticos, técnicos e comportamentais. Deixámos este assunto à parte, até porque são coisas que não conseguimos controlar», comentou o treinador que vai atingir uma dezena de jogos como técnico principal do Boavista.

A partida com o Famalicão exigirá «rigor e compromisso» dos axadrezados, que têm seis pontos de avanço para os lugares de despromoção direta e apenas dois face à vaga de play-off.

«É uma equipa com dinâmicas ofensivas bastante interessantes, vertical e que apresenta chegada à baliza, tendo jogadores muito rápidos, com características interessantes nas situações de um para um e no terço ofensivo. Preparámo-nos durante esta semana para nos conseguirmos opor de uma maneira eficaz a esses mesmos predicados», observou.

Luís Pires, César, Júlio Dabó e Luís Santos estão lesionados, enquanto Pedro Malheiro, suspenso no último jogo, regressa às opções de Ricardo Paiva, que utilizou três defesas centrais na segunda parte com o Sp. Braga, em detrimento do habitual 4-2-3-1.

«Desde que chegámos, estamos obrigados a puxar um bocadinho pela cabeça e a tentar fazer ajustes. Mais do que trabalhar uma ou outra estrutura, criámos um plano A, B e C e preparámos os jogadores para desempenharem o seu papel em várias posições. O caso do Bruno [Onyemaechi, que passou de lateral para extremo esquerdo] não fugiu à regra. Ele tinha pisado essas zonas em momentos de treino e desempenhou o seu papel dentro daquilo que lhe pedimos com maior ou menor brilhantismo. É uma solução», enquadrou ainda.

 

 

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