Quem quer adotar uma avó e fazer parte desta família?

19 jan, 15:43

A pandemia afastou as utentes do projeto ‘A Avó Veio Trabalhar’ do convívio e do corte e costura. Agora, um crowdfunding a decorrer até 11 de fevereiro, quer devolver o dia-a-dia que tinham antes dos confinamentos

A avó Patrícia ajeita o cabelo à avó Gracinda. “Estou bem? Deixa estar que estou sempre bem”, brinca Gracinda. As duas são companheiras de costura e de outras aventuras. “Encontramo-nos na praia, fomos para a Holanda, Madrid, Sevilha, Braga. Somos família”, explica.

Conheceram-se no projeto A Avó Veio Trabalhar, um espaço que promove o envelhecimento ativo e o empoderamento de mulheres com mais de 65 anos.

“Lembras-te daquela vez que fomos à praia só de soutien e calcinha?”, pergunta Patrícia. “É uma atrevida”, responde Gracinda. As aventuras foram escasseando com a pandemia mas agora estão a voltar aos poucos com uma nova campanha de crowdfunding Adote uma avó.

“Adotar uma avó é nós arranjarmos uma família dentro desta casa”, explica Gracinda Fresco Rebolo de 73 anos.

Crochet ou jantar?

Ângelo Campota, cofundador do projeto, explica que quem quiser participar pode adotar uma das nove avós disponíveis, de forma a criar uma aproximação intergeracional. E há uma retribuição para quem fizer um donativo. “Ensino a bordar, crochetar”, oferece Gracinda.

Teresa Sousa, 77 anos, também está disponível para ensinar, conversar ou mesmo jantar. “Eu gosto muito de cozinhar. Eu faria um ragu com um bom vinho tinto. Se me adotar, eu faço”, garante.

 

A avó Veio Trabalhar, um hub criativo que funde saberes e lavores domésticos ao design moderno, tem mais de 70 utentes inscritas mas a pandemia pôs em causa da viabilidade financeira do projeto e afastou muitas avós.

“Tivemos uma quebra gigante de afluência ao espaço, não só por decisão por parte dos familiares, mas por medo intrínseco de cada uma delas”, conta Ângelo Campota. 

Para dar a volta à pandemia, continuaram as atividades online mas agora o crowdfunding surge para conseguirem manter o espaço e as atividades com as avós.

“Estas contribuições têm como premissa o custo diário, semanal, mensal ou anual de cada avó no projeto, nas atividades que vamos promovendo, residências fora de Lisboa, a nível internacional, por forma a que estas nove avós possam continuar a sonhar e a ser felizes”, conclui.

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