«Benfica não pode ser associado a uma figura xenófoba»

11 out 2019, 13:02
André Ventura

Grupo de adeptos escreveu carta à direção encarnada a pedir fim da «instrumentalização política» do clube por André Ventura

Um grupo de cinco adeptos do Benfica pediu à direção das águias, presidida por Luís Filipe Vieira, o fim à «instrumentalização política» do clube encarnado pelo partido Chega, liderado por André Ventura, em carta aberta divulgada, esta sexta-feira, na Tribuna Expresso.

«A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica», argumentam os adeptos benfiquistas.

«Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba», acrescentaram.

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Os autores da carta, Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira mostram-se ainda indignados pelo facto de André Ventura recorrer ao clube para conseguir «criar uma persona política», apontando que a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio».

À Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta, vincando «que o clube não diferencia os sócios «em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas.»

Recorde-se que André Ventura foi eleito deputado de Lisboa, no passado domingo, na sequência das eleições legislativas, sendo uma das novas forças políticas do parlamente, em conjunto com o Livre e o Iniciativa Liberal.

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