Ambulância SIV de Mogadouro inoperacional até às 08:00 por falta de técnicos

Agência Lusa , AM
26 out, 06:32
Emergência

Previsão é que a ambulância de Suporte Imediato de Vida de Mogadouro volte a estar encerrada também no sábado e domingo

A ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Mogadouro, distrito de Bragança, está inoperacional desde terça-feira à noite até às 08:00 desta quarta-feira por falta de técnicos, adiantou à Lusa fonte do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar.

“Os técnicos de emergência pré-hospitalar deste meio já atingiram o limite do trabalho extraordinário, e não conseguiram encontrar mais ninguém que estivesse disponível, daí esta falta de meios a sentir-se na SIV”, referiu Rui Lázaro, presidente deste sindicato.

“A falta de técnicos de emergência pré-hospitalar, que tem originado vários encerramentos de ambulâncias de emergência médica, atinge agora as ambulâncias SIV, sem que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) consiga contornar a situação”, acrescentou.

A SIV de Mogadouro está em funcionamento desde 2012 e esta foi a primeira vez em dez anos que foi encerrada, entre as 20:00 de terça-feira e as 08:00 desta quarta-feira , salientou o dirigente sindical.

A previsão é que a SIV de Mogadouro volte a estar encerrada também no sábado e domingo, pois a escala para estes dias “ainda não está preenchida até ao momento”.

A ambulância cobre os concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Alfandega da Fé, realçou.

Rui Lázaro salientou também que no interior do país as distâncias para os serviços básicos hospitalares são muitas vezes superiores a uma hora.

“Com o encerramento destas ambulâncias a população fica entregue à sua sorte”, alertou, acrescentando que além de Mogadouro há “muitas vilas e cidades pequenas também na mesma situação”, em risco de encerramento das ambulâncias SIV.

O presidente do STEPH explicou que até ao momento as escalas têm sido colmatadas até ao limite do trabalho extraordinário e que há inclusive técnicos que já ultrapassaram esse limite e que se “arriscam a trabalhar e depois a não receber as horas efetivamente realizadas”.

Para Rui Lázaro, contratar técnicos “já não é suficiente”, porque a carreira “está muito pouco atrativa”.

“O índice remuneratório está praticamente no salário mínimo nacional e é uma carreira que carece de ser revista o mais rápido possível. Os técnicos afastam-se, despedem-se e abandonam a profissão à procura de soluções mais vantajosas”, destacou.

Rui Lázaro destacou que existia o compromisso da anterior ministra da Saúde, Marta Temido, de receber o sindicato com urgência para dar início às negociações para a revisão quer do índice remuneratório quer da carreira, mas que depois da demissão desta e da substituição por Manuel Pizarro, os dois pedidos de audiência com caráter de urgência ainda não obtiveram resposta.

Os técnicos de emergência pré-hospitalar vão estar em greve ao trabalho suplementar a partir de 08 de novembro, por tempo indeterminado, iniciando o protesto “no dia em que o ministro da Saúde vai ao Parlamento falar sobre o Orçamento do Estado”.

“Caso não seja levantada [a greve], vai tornar ainda a realização das escalas mais complicadas”, sublinhou o presidente do STEPH.

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