Von der Leyen investigada pela procuradoria europeia por negócio das vacinas

1 abr, 23:39
Ursula von der Leyen (Associated Press)

A investigação surge numa altura de particular importância, uma vez que Von der Leyen se recandidatou a um segundo mandato na presidência da Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, está a ser investigada pelos procuradores europeus devido a irregularidades relacionadas com a compra de vacinas contra a covid-19, avançou o POLITICO.

Segundo o jornal, que cita documentos do processo e um porta-voz do Ministério Público belga, em causa estão negociações entre Von der Leyen e o presidente executivo da farmacêutica Pfizer para a compra de vacinas contra a covid-19, num valor estimado de mais de 20 mil milhões de euros.

Von der Leyen estava a ser investigada pelas autoridades por "interferência em funções públicas, destruição de SMS, corrupção e conflito de interesses".

A investigação passa agora para as instâncias europeias e surge numa altura de particular importância, uma vez que Von der Leyen se recandidatou a um segundo mandato na presidência da Comissão Europeia.

O caso começou a ser investigado no início do ano passado, pelas autoridades belgas, na cidade de Liège, após uma queixa-crime apresentada pelo lobista profissional Frédéric Baldan - descrito pelo POLITICO como tendo ligações ao grupo cético em relação às vacinas Bons Sens - a que se juntaram, mais tarde, os governos da Hungria e da Polónia.

Frédéric Baldan apresentou a queixa na sequência de uma alegada troca de mensagens entre Von der Leyen e o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, aquando das negociações para o acordo da compra de vacinas, num caso que ficou conhecido como "Pfizergate". A Comissão Europeia recusou-se, até agora, a revelar o conteúdo das mensagens de texto, ou mesmo a confirmar a sua existência, segundo o POLITICO.

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