Ministra do Interior britânica demitida após comentários sobre a atuação da polícia durante os protestos em Londres

13 nov, 08:56
Suella Braverman (Getty Images)

Suella Braverman terá feito comentários, que foram considerandos incendiários, sobre o policiamento das marchas pró-palestinianas em Londres

Suella Braverman, ministra do Interior britânica, foi demitida esta segunda-feira após os comentários que fez sobre a atuação da polícia durante os protestos em Londres, avança a CNN que cita a PA Media.

Braverman terá feito comentários, que foram considerandos incendiários, sobre o policiamento das marchas pró-palestinianas em Londres. De acordo com a mesma fonte, a retórica de confronto em relação aos imigrantes, aos manifestantes, à polícia e até aos sem-abrigo causou divisões no gabinete de Sunak e deu origem a especulações de que estaria a planear uma futura candidatura à liderança.

"Foi o maior privilégio da minha vida atuar como ministra do Interior. Terei mais a dizer na devida altura", afirmou Braverman pouco depois de ser demitida, segundo a BBC.

Num artigo de opinião publicado no Times, a ministra do Interior de Sunak chegou mesmo a acusar a polícia londrina de aplicar "dois pesos e duas medidas" na forma como gere os protestos e a condenar uma marcha pró-palestiniana que, segundo Downing Street, não tinha sido autorizada pelo primeiro-ministro.

Mais de 140 pessoas foram presas depois de manifestantes de extrema-direita terem entrado em conflito com a polícia, que tentou mantê-los afastados dos 300.000 manifestantes pró-palestinianos.

A saída de Braverman do governo acontece num momento em que o partido de Sunak continua a ser profundamente impopular entre os eleitores. 

Segundo a BBC, o antigo primeiro-ministro David Cameron foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros, substituindo James Cleverly que, passa a ministro do Interior.

O regresso de David Cameron, que se demitiu em 2016 após o referendo do 'Brexit', implicou a sua nomeação para a Câmara dos Lordes, pois para fazer parte do Governo é obrigatório fazer parte de uma das Câmaras do parlamento britânico.

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