DGS diz que as instituições do SNS devem organizar-se para responder a maior procura dos serviços

Agência Lusa , DCT
16 nov, 15:43
Hospital

Segundo a DGS, a finalidade do plano “é prevenir e minimizar os efeitos negativos do frio extremo e das infeções agudas das vias respiratórias

As instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem organizar-se para garantir resposta ao aumento da procura no Inverno, segundo o Plano de Contingência Saúde Sazonal da Direção-Geral da Saúde.

O Plano de Contingência Saúde Sazonal - Modulo Inverno 2022, esta quarta-feira divulgado, reforça a necessidade de todos os serviços e estabelecimentos do SNS implementarem Planos de Contingência específicos de nível local e regional.

No plano, que deve ser considerado de forma complementar com o documento da DGS “Linhas orientadoras para a covid-19 e outra infeção aguda das vias respiratórias durante o Outono-Inverno 2022-23", são elencadas medidas a implementar pelos parceiros do setor da saúde, para acautelar “a prontidão” dos serviços de saúde, bem como recomendações para capacitar os cidadãos para a sua proteção individual.

A DGS refere que a disponibilidade de informação em tempo útil, sobre as previsões meteorológicas, a evolução das infeções agudas das vias respiratórias, bem como a procura dos serviços de saúde a nível dos cuidados de saúde primários e urgências hospitalares em cada região, permite às Administrações Regionais da Saúde (ARS) e a cada unidade de saúde uma adequada preparação da sua resposta.

Com base nesta informação, as ARS e as instituições de saúde do SNS devem organizar-se antecipando as necessidades de resposta face à procura (aumento da procura ou procura diferente da esperada), para “minimizar os efeitos do frio extremo na saúde e nos serviços”, segundo o documento que vigora até 30 de abril e, eventualmente, noutros períodos em função das condições meteorológicas.

Cada instituição e serviço do SNS, de acordo com a sua tipologia, deve promover a utilização do serviço SNS 24 como primeiro ponto de contacto com o sistema de saúde e “garantir a articulação interinstitucional dentro e fora do setor da saúde”.

A DGS recomenda também às instituições a adaptação de horários das consultas abertas ou de recurso, a adequação à capacidade de atendimento em Serviços de Urgência Básica e Serviços de Urgência hospitalar e a previsão de necessidades de expansão das áreas de internamento.

Devem também identificar previamente as necessidades equipamentos e recursos humanos e informar os profissionais de saúde e a população, em especial os grupos de risco, sobre medidas preventivas para evitar o efeito do frio extremo na saúde e as infeções respiratórias.

Aconselhar os doentes com infeções respiratórias a adotar medidas de distanciamento, disponibilizar máscaras a doentes com sintomatologia respiratória e recomendar a vacinação contra a covid-19 e a gripe de acordo com as normas da DGS são outras medidas que as instituições devem adotar.

Segundo a DGS, a finalidade do plano “é prevenir e minimizar os efeitos negativos do frio extremo e das infeções agudas das vias respiratórias, nomeadamente covid-19 e gripe, na saúde da população em geral e dos grupos de risco em particular”.

O plano pretende também minimizar a ocorrência de outros acontecimentos com impacto na saúde, nomeadamente, as intoxicações por monóxido de carbono e os acidentes.

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