Moscovo proíbe entrada de responsáveis europeus em resposta a sanções

Agência Lusa , JGR
28 jan, 21:51
Vladimir Putin, presidente da Rússia

Os visados incluem representantes das forças de segurança, de órgãos legislativos e executivos de alguns países da UE que são “pessoalmente responsáveis pela propagação da política anti-Rússia”

A Rússia proibiu a entrada no país de vários funcionários da União Europeia, indicou esta sexta-feira a diplomacia russa em comunicado, em resposta a uma política “absurda de restrições unilaterais” de Bruxelas.

Os visados incluem representantes das forças de segurança, de órgãos legislativos e executivos de alguns países da UE que são “pessoalmente responsáveis pela propagação da política anti-Rússia”, pode ler-se na declaração.

Em 13 de janeiro, o Conselho da União Europeia decidiu renovar as sanções económicas à Rússia por seis meses, até final de julho, numa altura de tensão na fronteira ucraniana devido à concentração de forças russas, condenada pela diplomacia comunitária.

"O Conselho decidiu prolongar por seis meses as medidas restritivas atualmente destinadas a setores económicos específicos da Federação Russa, até 31 de julho de 2022", indicou em comunicado à imprensa a estrutura na qual estão reunidos os Estados-membros.

O órgão defendeu a decisão dizendo que a mesma “segue-se à última avaliação do estado de implementação dos acordos de Minsk".

"As sanções em vigor, introduzidas pela primeira vez em 31 de julho de 2014 em resposta às ações da Rússia que desestabilizam a situação na Ucrânia, limitam o acesso aos mercados de capitais primários e secundários da UE a certos bancos e empresas russas e proíbem formas de assistência financeira e corretagem em relação às instituições financeiras russas", explicou o organismo.

De acordo com o Conselho da UE, estas sanções "proíbem também a importação, exportação ou transferência direta ou indireta de todo o material relacionado com a defesa e estabelecem uma proibição para bens de dupla utilização para uso militar ou utilizadores finais militares na Rússia".

As autoridades de Kiev e o Ocidente acusaram a Rússia de ter concentrado cerca de 100 mil soldados na sua fronteira com a Ucrânia com a intenção de invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014.

A Rússia negou essa intenção, mas disse sentir-se ameaçada pela expansão de 20 anos da NATO ao Leste europeu e pelo apoio ocidental à Ucrânia.

A Ucrânia está envolvida numa guerra com separatistas pró-russos na região industrial do Donbass, no Leste do país, desde 2014, que diz ser fomentada e apoiada militarmente por Moscovo.

A guerra no Donbass já provocou cerca de 14 mil mortos e 1,5 milhões de desalojados, segundo a ONU.

As autoridades de Moscovo recusam-se a falar com o Governo de Kiev sobre o conflito, alegando que a Rússia não está envolvida, e defendem que os ucranianos devem antes discutir a questão com os líderes separatistas de Donetsk e Lugansk.

Na sequência do conflito, Rússia, Ucrânia, Alemanha e França criaram uma plataforma de diálogo conhecida por Formato Normandia, mas os líderes dos quatro países não se reúnem desde 2019.

Conselheiros políticos dos quatros líderes reuniram-se na quarta-feira, em Paris, e marcaram um próximo encontro para fevereiro, em Berlim, mas não discutiram a realização de uma nova cimeira, que tem sido sugerida pelo Presidente da Ucrânia.

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