Sabia que pode ter uma percentagem de uma futura venda de Lucas Veríssimo?

7 jan, 22:53
Lucas Veríssimo
Lucas Veríssimo

O Santos lançou um token que dá ao proprietário parte do valor do mecanismo de solidariedade de uma futura venda de doze dos maiores craques formados no clube. Entre eles Neymar, Rodrygo e Lucas Veríssimo. Os especialistas dizem que é o primeiro passo para os adeptos entrarem na compra de passes.

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Há quem diga que é o futuro a bater-nos à porta. É bem possível que seja, ou talvez haja algum exagero, mas é seguramente uma aposta disruptiva e que quebra todas as regras.

O Santos começou a vender no final de outubro, em parceria com a maior empresa de criptoativos da América Latina, o Token da Vila: um token baseado no mecanismo de solidariedade da FIFA. Basicamente é uma nova forma de tokenização e coloca à disposição a possibilidade de ganhar dinheiro com a transferência de jogadores formados no clube.

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O Token da Vila é um pacote de doze jogadores formados no Santos que o clube já transferiu: falamos de atletas como Neymar, Rodrygo, Lucas Veríssimo, Alex Sandro ou Gabigol.

A partir daqui qualquer pessoa pode comprar um token. O Santos está a vender, desde 25 de outubro e até 25 de fevereiro, 600 mil tokens, ao preço de 50 reais cada um (7,75 euros). O que significa que vai encaixar 30 milhões de reais (ou seja, 4,6 milhões de euros).

Imaginemos que Neymar é transferido, um dia destes, por 150 milhões de euros. O Santos teria direito a 5,25 milhões do mecanismo de solidariedade (correspondente a 3,5 por cento do valor total da transferência), os quais seriam distribuídos pelo clube entre os adeptos que compraram tokens, na proporção de tokens adquiridos.

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O mesmo se aplica quando Rodrygo, Lucas Veríssimo, Alex Sandro ou Gabigol forem transferidos, tal como todos os outros sete jogadores integrados no pacote do Token da Vila.

Já agora, refira-se, os doze jogadores são os seguintes:

Alan Patrick (Shakhtar Donetsk)
Alex Sandro (Juventus)
Caio Henrique (Mónaco)
Emerson Palmieri (Lyon)
Gabigol (Flamengo)
Gustavo Henrique (Flamengo)
Jean Lucas, (Mónaco)
Kaio Jorge (Juventus)
Lucas Veríssimo (Benfica)
Neymar (PSG)
Rodrygo (Real Madrid)
Yuri Alberto (Internacional Porto Alegre)

Ora perante esta lista, e a probabilidade destes jogadores virem a ser transferidos no futuro, encaixar 4,6 milhões de euros por uma parte do mecanismo de solidariedade deles todos parece pouco, mas basicamente o Santos está a garantir já um encaixe financeiro importante.

«Encontrámos no Mecanismo de Solidariedade uma oportunidade de garantir uma receita que de outra forma seria incerta para o clube», explicou Rafael Soares, diretor de marketing do Santos.

«Esta operação é muito interessante, porque ganha o clube, gerando uma receita nova, ganha o Mercado de Bitcoin, que tem o Santos na prateleira, e certamente ganha o comprador do Token da Vila, porque a expetativa de transacionar estes atletas é extremamente alta.»

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De resto, e após o dia 25 de fevereiro, quando acabar o período para compra dos tokens ao Santos, os mesmos passam a poder ser transacionados no mercado secundário, o que significa que quem comprou os Tokens da Vila pode vendê-los, acima ou abaixo do preço, o que depende da oferta e da procura, como qualquer ação negociada na Bolsa.

Ivan Braz e Hugo Cortez são os responsáveis da My Lads, a maior empresa em Portugal de fan engagement, e dizem que o Santos está a dar um grande passo em frente.

«Isto é um princípio para se começar a tokenizar os jogadores, e não apenas o mecanismo de solidariedade. Uma das coisas que acho que vai surgir nos próximos dois ou três anos é a tokenização de jogadores: os clubes contratam com o apoio dos fãs. Em vez de contraírem empréstimos que ficam a pagar durante anos, vendem uma certa quantidade de tokens para comprar um jogador e quem comprou o token fica com direito a uma determinada percentagem, em proporção, de uma futura venda», diz Ivan Braz.

«Isto vai criar a lei do ownership dos próprios fãs. Claro que vai haver muita gente a comprar tokens que não são adeptos, investidores que querem rentabilizar o dinheiro, mas vai haver sobretudo adeptos que querem ajudar o clube a comprar um ponta de lança e investem 20 ou 50 euros, que até podem rentabilizar mais tarde. Mas isso nem é o mais importante, acho. O mais relevante é o adepto dizer aos amigos: ‘olha, estás a ver o Lucas Veríssimo, tenho uma unha dele’.»

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De resto, Hugo Cortez considera que os tokens do Santos são completamente inovadores.

«Não conheço outro clube que tenha feito isto. Há vários clubes com tokens, muitos associados à empresa Sócios, por exemplo a Seleção Nacional, o PSG, a Juventus e outros, mas são tokens que dão aos adeptos apenas a possibilidade de ter voz na escolha da música com que a equipa entra em campo ou da mensagem que o capitão tem na braçadeira.».

Ivan Braz e Hugo Cortez referem, de resto, que é importante trabalhar a paixão dos adeptos e por isso destacam aquelas pessoas que investem em tokens por uma questão sentimental.

A própria My Lads vai lançar em breve um token, que está a ser trabalhado, e que querem que se destine a fãs de futebol e não a cryptofans.

«Estamos a fazer um rebranding da empresa e dentro de um mês ou mês e meio vamos anunciar a parceria com quinze a vinte novos clubes e federações, desde México, Colômbia, Estados Unidos, Argentina, Brasil, Espanha, Inglaterra, onde a Premier League é um dos principais mercados para nós, França, enfim», garante Ivan Braz.

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«Vamos lançar um novo colecionável e vamos lançar um jogo ligado aos NFT’s, já que o nosso objetivo passa muito por ligar os fãs aos clubes e ligar o mundo digital ao mundo real. Nós queremos dar essa possibilidade às pessoas de serem mais valorizadas pelos clubes.»

Ativos como o Token da Vila, que o Santos agora lançou e que promete romper tudo o que existia até aqui, são por isso aplaudidos pela comunidade de cryptoativos, pela revolução que significam na relação dos adeptos com os clubes.

É um admirável mundo novo que está a nascer.

«A tokenização no futebol, e no desporto, vai ser das novidades mais baladas em 2022, 2023, até 2025, quando o mercado estiver mais estável e houver três ou quatro empresas a liderar.»

Já pensou ter uma pequena parte do passe do seu jogador favorito?

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