Grupo de 61 crianças espanholas entre as 77 pessoas retiradas durante incêndio de Cascais

Agência Lusa , CNC
26 jul 2023, 15:29
Incêndio perto do Hospital de Cascais (Manuel de Almeida/Lusa)

Fogo florestal deflagrou perto das 17:00 de terça-feira, no Zambujeiro, em zona de serra, e, com a força do vento, as chamas encaminharam-se para uma densa malha urbana, sem chegar, contudo, a queimar casas ou outro edificado.

Um grupo de 61 crianças espanholas está entre as 77 pessoas que tiveram de ser retiradas na terça-feira por causa do incêndio que deflagrou na localidade do Zambujeiro, em Alcabideche, concelho de Cascais, disse esta quarta-feira o comandante Elísio Oliveira.

Num ponto de situação à comunicação social no posto de comando, cerca das 13:15, o comandante regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo disse que tiveram de ser retiradas um total de 77 pessoas daquela zona por causa do fogo.

“Mantemos o número de 77 pessoas que foram para as zonas de apoio, das quais 61 são crianças. É um grupo de escuteiros espanhóis. Neste momento, está tudo a ser preparado para recolherem os seus equipamentos e regressarem ao seu país”, precisou aos jornalistas.

As autoridades estão a avaliar se as restantes pessoas têm condições para regressar a casa porque “algumas delas são idosas” e há que “garantir o seu bem-estar para que possam voltar às suas habitações”, afirmou.

Em relação aos feridos, Elísio Oliveira disse que há a registar esta quarta-feira mais um bombeiro ferido, com um pé torcido, que está a ser avaliado.

No ponto de situação feito às 11:00, o comandante especificou que, dois dos feridos tiveram alta, cinco estão no Hospital de Cascais “em acompanhamento” e um está no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a uma lesão ocular.

Na terça-feira à noite, a Proteção Civil tinha dito que nove bombeiros sofreram ferimentos ligeiros no combate às chamas, sobretudo em “situações de exaustão”, enquanto quatro civis foram assistidos “por inalação de fumos”.

Referindo-se ao combate ao incêndio, o comandante Elísio Oliveira explicou que o objetivo é continuar “todo o trabalho que tem sido desenvolvido até este momento” e manter este dispositivo ao longo do dia “para garantir a consolidação de todo o perímetro do incêndio”.

Questionado sobre a previsão de aumento da intensidade do vento, Elísio Oliveira disse que “há sempre um conjunto de fatores que não dependem dos combatentes”, mas vão manter o trabalho com ferramentas mecânicas, com as máquinas de rasto e com o apoio através de linhas de água para “garantir que, em todo o perímetro do incêndio, se consegue fazer uma separação entre o que é verde e o que está queimado para garantir que não haverá reativações”.

O comandante destacou ainda o trabalho de todas as forças envolvidas no combate a este incêndio, afirmando que foi de cooperação.

“Os bombeiros têm sido excelentes em todo o trabalho, tal como os elementos do ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] e os elementos no INEM no apoio a todos os elementos que foram assistidos e evacuados. Tem sido um trabalho de cooperação de todas as entidades”, destacou.

O fogo florestal deflagrou perto das 17:00 de terça-feira, no Zambujeiro, em zona de serra, e, com a força do vento, as chamas encaminharam-se para uma densa malha urbana, sem chegar, contudo, a queimar casas ou outro edificado.

O incêndio foi dado como dominado pelas 04:00.

Pelas 14:00 estavam no terreno 453 operacionais, 144 veículos e três meios aéreos.

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