Voluntário britânico capturado pelos separatistas pró-russos morre em cativeiro

15 jul, 12:27
Paul Urey (Fotografia: Presidium Network)

Paul Urey é o primeiro estrangeiro a morrer nas mãos de separatistas pró-russos desde o início da guerra na Ucrânia (que se saiba)

O britânico Paul Urey, um voluntário que estava em missão humanitária na Ucrânia e foi capturado em abril pelos separatistas pró-russos na autoproclamada República Popular de Donetsk, morreu em cativeiro no passado dia 10 de julho.

De acordo com a família de Urey - que recebeu a notícia através do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido - a morte de Paul terá sido provocada por "doença".

O homem, de 45 anos, viajou para a Ucrânia com um outro britânico, Dylan Healy, de 22, no âmbito de uma missão humanitária na sequência da invasão russa. Urey e Healy acabaram por ser capturados por soldados pró-russos em abril (há informações contraditórias quanto ao dia exato da captura, com aos jornais britânicos a indicarem 25 de abril e outros 29), num posto de controlo nos arredores da cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia.

Os dois homens foram posteriormente acusados ​​de “atividades mercenárias” pelos separatistas da República Popular de Donetsk.

Citada pelo The Guardian, Darya Morozova, responsável pela mediação de conflitos em Donetsk, revelou no Telegram que Urey morreu no passado dia 10 de julho como resultado de "doença e stress". "Já durante os primeiros exames médicos, Paul Urey foi diagnosticado com várias doenças crónicas, incluindo diabetes, problemas no sistema respiratório, no sistema cardiovascular e nos rins", escreveu.

“Da nossa parte, apesar da gravidade dos [seus] supostos crimes, Paul Urey recebeu assistência médica adequada", garantiu, recordando-o como um "lutador profissional", que participou em conflitos no Afeganistão, Iraque e Líbia, onde terá liderado "operações militares".

No início de maio, Paul Urey surgiu na televisão estatal russa algemado para criticar o governo do Reino Unido e a cobertura dos media britânicos sobre a guerra. Confrontada com as imagens, a mãe, Linda Urey, diz não ter dúvidas de que Paul foi forçado a fazer aquelas declarações.

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