Ucrânia: Moscovo anuncia fim de manobras militares nas zonas de fronteira

Agência Lusa , AM
25 dez 2021, 15:36
Veículos blindados participam num exercício de desembarque anfíbio levado a cabo pelo exército e pelas unidades de infantaria naval da frota russa do Mar Negro no campo de Opuk na Crimeia a 18 de outubro de 2021.
Veículos blindados participam num exercício de desembarque anfíbio levado a cabo pelo exército e pelas unidades de infantaria naval da frota russa do Mar Negro no campo de Opuk na Crimeia a 18 de outubro de 2021.

Há mais de um mês, a Rússia tem sido acusada pelo Ocidente de ter concentrado cerca de 100.000 soldados perto da fronteira com a Ucrânia

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Mais de 10.000 soldados russos voltaram às suas bases após exercícios de um mês no sul da Rússia, especialmente perto da fronteira com a Ucrânia, entre uma escalada de tensões, informou Moscovo.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as manobras de "treino de combate" ocorreram em vários locais nas regiões russas de Volgogrado, Rostov, Krasnodar e na Crimeia anexada, áreas nas imediações da Ucrânia.

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O Ministério esclareceu que os exercícios militares também ocorreram em territórios russos mais distantes da fronteira com a Ucrânia: nas regiões de Stavoropol, Astrakhan, no norte do Cáucaso, mas também na Arménia, Abkhazia e Ossétia do Sul.

“Para garantir um elevado estado de alerta durante as celebrações de final de ano nas instalações militares do Distrito Militar do Sul, unidades de guarda, reforços e forças serão designados para lidar com possíveis situações de emergência”, acrescentou o Ministério da Defesa russo.

Há mais de um mês, a Rússia tem sido acusada pelo Ocidente de ter concentrado cerca de 100.000 soldados perto da fronteira com a Ucrânia, tendo em vista a uma possível intervenção militar contra Kiev.

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Moscovo nega qualquer intenção bélica e diz ter sido ameaçada por "provocações" de Kiev e da NATO, exigindo que a Aliança Atlântica se comprometa a não aceitar a adesão da Ucrânia, uma exigência que será discutida em negociações com Washington, em janeiro.

As relações entre Kiev e Moscovo estão tensas desde a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia, em 2014, dando início a uma guerra entre as tropas ucranianas e separatistas pró-Rússia, no leste.

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