Como conter custos durante as férias. Ainda vai a tempo

3 set, 12:00
Viajar (EPA/Neil Hall)

Desde dividir custos com mais pessoas, a aproveitar descontos ou eventos gratuitos, saiba aqui o que fazer para manter no mínimo os custos durante as férias

Se tem férias marcadas, até já pode estar a antecipar mentalmente o período de descanso, mas para algumas pessoas este período é sinónimo de despesas adicionais, pelo que também pode ser necessário preparar a carteira para evitar um excesso de encargos. Em conversa com Sérgio Cardoso, Chief Academic Officer do Doutor Finanças, procurámos perceber de que formas se podem conter os custos neste período.

Para o responsável do Doutor Finanças, a deslocação e a estadia já deverão estar pagas pela altura que as pessoas vão de férias, já que estes elementos ficam mais caros à medida que a data de ida se aproxima. Nos meses de agosto, dezembro e feriados também existem picos de procura, pelo que os preços aumentam. Neste sentido, pode optar por fazer férias na época baixa.

No entanto, para quem ainda vai marcar as suas férias, o primeiro passo é criar um orçamento para este período. Dentro deste orçamento, além da estadia e deslocação, deve ainda estar contemplado uma estimativa dos gastos com a alimentação, deslocações no local, atividades de lazer, lembranças, entre outros elementos.

“E não basta ter o orçamento escrito. É preciso cumpri-lo à risca.  Uma estratégia que podemos adotar é definir um montante diário de quanto podemos gastar”, refere Sérgio Cardoso, acrescentando que “assim, mesmo que ultrapassemos o orçamento num dia específico, podemos compensar com uma redução de custos no dia seguinte”.

Para exemplificar, o Chief Academic Officer recorre às refeições, que representam uma despesa elevada. Para equilibrar o orçamento, Sérgio Cardoso defende que se nalguns dias podemos querer almoçar e/ou jantar fora, noutros devemos optar por comprar comida num supermercado. Por outro lado, também pode definir um montante mensal a transferir para uma conta poupança até chegarem as férias. Assim, o dinheiro à ordem é dedicado a despesas recorrentes, o que está na conta poupança não o pode gastar, evitando desta forma consumos desnecessários.

Já no que diz respeito a deslocações no local, o responsável do Doutor Finanças sublinha a importância de tentar perceber a rede de transportes públicos. “Consoante o destino escolhido, podemos poupar bastante ao usufruir dos transportes locais, em vez de nos deslocarmos em veículo próprio, táxis ou autocarros turísticos”, justifica.

Adicionalmente, Sérgio Cardoso reforça ainda que, pelo “nosso bem-estar financeiro”, é determinante não gastar a totalidade do subsídio de férias, aproveitando antes uma parte destes subsídios para equilibrar as nossas finanças. “Estes valores “extra” podem representar a segurança que precisamos para o resto do ano. Assim, devemos guardar uma parte dos subsídios para reforçar o nosso fundo de emergência ou para usarmos em despesas imprevistas, por exemplo”, esclarece.

O conselho é ainda reforçado pelo Doutor Finanças pois, em setembro, ocorre o regresso às aulas, um período marcado por custos adicionais.

Em alternativa, pode ainda tirar partido de descontos que possa haver ao longo do tempo, seja em hotéis, viagens de avião ou outros meios de transporte, bem como aproveitar plataformas que comparem os melhores preços. Ou se preferir, pode igualmente aproveitar os dias de descanso com mais pessoas e, desta forma, dividir os custos. No que toca a atividades de lazer, pode ainda explorar eventos e festas gratuitas, bem como aproveitar locais e museus menos conhecidos.

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