“Não podemos passar o tempo em eleições e campanhas eleitorais”. Marques Mendes pede “voto forte” na AD e diz que Montenegro “vai surpreender muito mais”

Agência Lusa , Lusa
6 mar, 21:52
Luís Marques Mendes (LUSA/Tiago Petinga)

Recordando que os portugueses, há dois anos, “mal ou bem” deram uma maioria absoluta ao PS, “mas não correu bem”, o antigo deputado e líder parlamentar deixou um apelo aos eleitores.

O ex-líder do PSD Marques Mendes apelou esta quarta-feira a “um voto forte, um voto maciço” na AD para que haja estabilidade governativa e defendeu que, se Luís Montenegro for primeiro-ministro, vai surpreender o país pela positiva.

“Se ele for primeiro-ministro, como eu espero e desejo, ele ainda vai surpreender muito mais. Eu ainda hei de ver muitos portugueses a dizer: afinal ele é melhor do que eu pensava, afinal ele é melhor do que eu imaginava”, afirmou Luís Marques Mendes, num comício da campanha da AD em Barcelos, no distrito de Braga, e que encerra hoje o antepenúltimo dia de campanha.

O atual comentador televisivo e conselheiro de Estado, que liderou o PSD entre 2005 e 2007, fez um discurso dirigido aos que ainda não decidiram o seu voto no próximo domingo, defendendo a necessidade de mudança, de estabilidade, de “um primeiro-ministro de confiança” e alertando contra o voto de protesto.

“Não podemos passar o tempo em eleições e campanhas eleitorais (…) O país precisa de normalidade”, considerou Marques Mendes, recordando que em junho haverá europeias, em 2025 autárquicas e em 2026 presidenciais.

Recordando que os portugueses, há dois anos, “mal ou bem” deram uma maioria absoluta ao PS, “mas não correu bem”, o antigo deputado e líder parlamentar deixou um apelo aos eleitores.

“Se as pessoas querem mudar com segurança, com tranquilidade, se querem estabilidade, é fundamental um voto forte, um voto maciço na AD, porque é preciso estabilidade para governar, para dialogar na Assembleia da República, para dialogar com os parceiros sociais, para firmar um mínimo de consensos entre os principais partidos a bem do país”, defendeu.

Marques Mendes, que liderou em 2002 a lista de deputados por Aveiro pela qual foi eleito deputado pela primeira vez Luís Montenegro, quis deixar a sua garantia pessoal das qualidades do atual líder do PSD para ser primeiro-ministro.

“Uma das questões importantes para os indecisos é saber quem vai ser o primeiro-ministro: as pessoas querem uma mudança, mas não querem uma aventura, querem mudar com segurança”, disse.

Segundo o antigo ministro, Luís Montenegro “é uma boa garantia para os indecisos, porque é um homem de confiança”, dizendo ter a certeza que vai ser “um primeiro-ministro de confiança”.

“Há três ou quatro meses havia pessoas em Portugal que tinham dúvidas sobre Luís Montenegro, se ele estava realmente preparado para ser primeiro-ministro (…) Nestas últimas semanas e dias, as pessoas estão muito surpreendidas com Luís Montenegro, agradavelmente surpreendidas, positivamente surpreendidas”, disse, elogiando a sua prestação nos debates e uma campanha “como deve ser, pela positiva”.

Realçando que conhece Montenegro há 25 anos, Mendes elogiou a sua “enorme capacidade de trabalho, grande firmeza de convicções e de liderança”, “espírito reformista e grande capacidade de diálogo e compromisso”.

“Digo às pessoas indecisas: eu percebo-as, é preciso um primeiro-ministro de confiança, têm aqui esse homem de confiança, este homem não é um radical, este homem não é impulsivo, este homem está no meio, é um exemplo do que deve ser um primeiro-ministro de Portugal”, declarou.

Marques Mendes alertou ainda para “a ilusão e engano” que considerou constituir o voto de protesto: “Vota-se num e aparece outro a governar, é o voto do engano, já aconteceu isso em 2015 e pode voltar a acontecer agora. À primeira quem quer cai, à segunda só cai quem quer”.

Na sua intervenção, agradeceu a oportunidade de “matar saudades” da sua família política, da qual disse ter “muito orgulho”, e deixou fortes críticas à governação socialista.

“Ao longo dos últimos oito anos, houve um falhanço imperdoável num Governo de esquerda: a degradação do Estado social que atingiu proporções nunca vistas”, disse.

A nível económico, defendeu que "é tempo de acabar com a ladainha do poucochinho, com a teoria dos pequenos passos", considerando que Portugal já foi um caso de sucesso no tempo dos Governos de Cavaco Silva e do primeiro executivo PS de António Guterres, a quem elogiou por duas vezes na sua intervenção.

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