Remodelação das urgências dos Hospitais de Coimbra não afeta o serviço nos Covões

Agência Lusa , FMC
24 jul, 20:36
Hospital Santa Maria (Lusa/Tiago Petinga)

A justificação por parte do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) surge depois do PCP ter questionado o Governo sobre se a intenção de ampliar as urgências dos Hospitais de Coimbra teria como efeito "o tão ansiado encerramento do serviço de urgência do Hospital dos Covões"

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) afirmou este domingo que a ampliação das urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra não terá como efeito o encerramento ou desqualificação do serviço no Hospital dos Covões, na outra margem do Mondego.

Numa nota enviada à agência Lusa, o CHUC esclarece que irá começar em breve uma remodelação da urgência do polo dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), sem que tal se traduza no encerramento do mesmo serviço nos Covões.

“Trata-se de uma remodelação essencial para o serviço de urgência do CHUC, que integra a urgência do polo HUC e do polo Hospital Geral (HG), e não tem como consequência o encerramento ou a desqualificação da urgência do Hospital Geral dos Covões, pois este polo apresenta condições físicas adequadas ao fluxo dos doentes, na medida em que a sua requalificação é muito recente”, é referido na nota.

O CHUC frisa ainda que “estas condições permitirão ao serviço de urgência, durante as obras de remodelação, continuar a responder à procura de cuidados com a qualidade adequada”.

O esclarecimento do CHUCB surge depois de o PCP ter questionado o Governo sobre se a intenção de ampliar as urgências dos HUC teria como efeito um encerramento do serviço no Hospital dos Covões.

"Considerando os sucessivos encerramentos no Hospital Geral dos Covões [parte integrante do CHUC], tememos que esta ampliação possa servir como justificação para o tão ansiado encerramento do serviço de urgência do Hospital dos Covões", frisou o PCP na questão enviada ao Ministério da Saúde e assinada pelo deputado João Dias.

No mesmo documento, o deputado recordou que este serviço já não funciona no período noturno desde 2021 e questionou ainda o porquê da ampliação daquele serviço nos HUC, havendo "melhores alternativas no concelho".

Remodelação "visa colmatar a falta de flexibilidade da gestão de fluxos dos doentes e a possibilidade de acompanhamento dos mesmos"

Num comunicado enviado este domingo à agência Lusa, o CHUC frisa que a remodelação em causa “é estratégica porque o atual modelo de funcionamento não é compatível com as necessidades de uma urgência polivalente de um hospital central”.

“Neste momento, o modelo da urgência do polo HUC, está limitado pelas deficiências de conceção a que se juntam os erros introduzidos pela intervenção de 2004, aquando do Campeonato da Europa de Futebol”, aponta.

Segundo o referido, a obra de remodelação “visa colmatar a falta de flexibilidade da gestão dos fluxos dos doentes e a possibilidade de acompanhamento dos mesmos”, adequando o espaço à alteração do perfil dos utilizadores (com maior peso de doentes mais idosos e mais graves).

Tem ainda previsto colmatar a inexistência de sala de isolamento com pressão negativa.

De acordo com o CHUC, tal permitirá a “introdução de uma organização em função do grau de gravidade dos doentes, com circuitos específicos para os doentes triados como vermelhos e laranjas, e circuitos diferentes para os amarelos, azuis, verdes e brancos”.

“Atualmente, os doentes circulam dentro da urgência do polo HUC seguindo as especialidades e o que se pretende é que sejam os recursos a deslocar-se ao doente em função do seu grau de severidade”, detalha. 

A informação frisa ainda que “esta intervenção pretende adequar a urgência do Polo HUC a um funcionamento mais consonante com as necessidades dos doentes e dos profissionais, aumentando a qualidade e segurança dos cuidados e conforto e privacidade dos doentes”.

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