Pneumonia misteriosa já fez três vítimas mortais na Argentina

2 set, 12:42
Ambiente hospitalar. (AP Photo)

Há ainda seis pessoas internadas. A condição respiratória grave com pneumonia bilateral é muito semelhante à covid-19

Três pessoas morreram esta semana na Argentina de um tipo inexplicável de pneumonia que, até agora, afetou nove pessoas. Todos os casos estão concentrados numa clínica privada no noroeste da província de Tucuman.

As autoridades afirmam que descartaram a hipótese de se tratar de covid-19 e também outros tipos comuns de gripe, mas continuam a investigar os casos. Também estão a ser feitas análises ao abastecimento local de água local e a aparelhos de ar condicionado, com o objetivo de determinar se a causa é tóxica ou ambiental.

A terceira vítima é uma mulher de 70 anos que tinha sido internada para ser submetida a uma intervenção cirúrgica. Os médicos acreditam que ela pode ter sido a "paciente zero" da doença respiratória. As outras seis pessoas que adoeceram com a mesma condição pulmonar eram da equipa médica do centro. Os seus contactos próximos estão a ser acompanhados, mas, até ao momento, nenhum desenvolveu sintomas.

Os primeiros pacientes começaram a apresentar sintomas entre 18 e 23 de agosto. A doença misteriosa fez a sua primeira vítima entre os trabalhadores da clínica na segunda-feira e uma segunda dois dias depois. Ambos, tal como a mulher de 70 anos, tinham outros problemas de saúde pré-existentes.

O responsável da Saúde de Tucuman, Luis Medina Ruiz, disse na quarta-feira que os pacientes foram atingidos por "uma condição respiratória grave com pneumonia bilateral... muito semelhante à covid". Os sintomas incluíam febre alta, dores no corpo e dificuldade em respirar.

Hector Sale, presidente da faculdade de medicina da província de Tucuman, disse aos repórteres locais: "Não estamos a lidar com uma doença que se transmite familmente de pessoa para pessoa", pois não foi identificado nenhum caso entre os contactos próximos de nenhum dos pacientes.

A Organização Pan-Americana da Saúde e as autoridades sanitárias da Argentina estão a monitorizar a situação. 

“É obviamente preocupante, mas ainda precisamos de mais informações sobre a transmissão e, esperamos, sobre a causa subjacente”, disse ao The Telegraph o professor Devi Sridhar, da Universidade de Edimburgo. “Isto mostra a nossa vulnerabilidade coletiva a patógenos perigosos. Um surto em qualquer parte do mundo – se não for contido rapidamente – pode espalhar-se rapidamente devido às viagens aéreas e ao comércio”.

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