Rui Rio e Inês de Sousa Real estão abertos à negociação, mas ainda precisam de encontrar as convergências. O debate em três minutos

Coordenadora Multimédia CNN Digital
15 jan, 23:52

Rui Rio começou o debate com Inês de Sousa Real procurando convergências entre o PSD e PAN. "Queria elogiar esta atitude que o PAN tem, que é exactamente a mesma que o PSD tem e que são praticamente os únicos partidos que a têm. É uma abertura à negociação", sublinhou o social-democrata na sua primeira intervenção.

Mas o que acabou por dominar este último frente a frente entre dois líderes partidários antes das eleições foram mais as diferenças entre os dois partidos. Inês de Sousa Real confirmou que o partido estaria disponível para negociar tanto com o PS como com o PSD se as causas do seu partido forem respeitadas.

E que causas são estas? Logo na primeira enumerada por Inês de Sousa Real, surgiu uma divergência. O PAN considera que, a bem da democracia, os debates quinzenais na Assembleia da República devem ser retomados. Rui Rio, pelo contrário, considera este modelo de debates "uma berraria" que consome demasiado tempo ao Governo. "Então, vamos para uma democracia maior? O Primeiro-ministro vai lá todas as semanas", ironiza.

Outros temas em que os dois partidos divergem acabaram por dominar a discussão - os impostos e a política florestal - e só quase no fim Inês de Sousa Real e Rui Rio encontraram outro ponto em que concordam: o "desastre" (palavras do líder social-democrata) que foram as PPP no sector rodoviário. Mas a porta-voz do PAN argumenta que é preciso renegociar os contratos e Rui Rio ri-se perante a perspectiva. "O Estado tem de cumprir contratos. Coloque-se do lado dos outros a ver se eles vão renegociar."

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