Tracking Poll: em plena escalada da tensão social, Luís Neves dá trambolhão e passa a ser o pior ministro

Há 2h e 26min
Ministro da Administração Interna, Luís Neves (Miguel A. Lopes/LUSA)
Ministro da Administração Interna, Luís Neves (Miguel A. Lopes/LUSA)

Semanas marcadas por confrontos entre manifestantes e a PSP podem estar a afetar a popularidade do ministro da Administração Interna

Com mais de duas semanas de protestos em Lisboa e Porto, e numa altura em que a tensão social ameaça escalar, o ministro da Administração Interna passou a ser o mais impopular entre todo o Governo.

Apesar de todas as polémicas com a construção da piscina que era um tanque e das dúvidas relativas a algumas ações enquanto diretor da Polícia Judiciária, parece ser a atuação da PSP que mais está a afetar Luís Neves.

De acordo com a Tracking Poll feita pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal e semanário SOL, o homem que tutela as polícias passa a estar no lugar mais indesejado.

O pódio não muda, mas os lugares sim. Luís Neves desce 3,6 pontos percentuais de uma semana para a outra, passando agora a ter uma avaliação negativa de 35%, o que o faz cair, pela primeira vez, para o fundo de uma tabela onde até agora tinha estado sempre a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Não é que a titular daquela pasta tenha subido - pelo contrário, desceu 0,5 pontos percentuais, para 32,7% -, mas a queda abrupta de Luís Neves explica a mudança.

Como terceiro pior ministro do Governo continua Fernando Alexandre, o titular da pasta da Educação, que até subiu 0,8 pontos percentuais, para uma avaliação negativa de 9,5%.

Eis os mais populares

Numa semana em que foi um dos rostos do debate do OE2027, o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, prossegue como o "melhor ministro" aos olhos dos portugueses, com 16,2%, um aumento de 1,5 pontos percentuais face à última análise.

Apesar dos preços dos combustíveis continuarem a ser uma das principais queixas dos eleitores, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho segura a segunda posição do ranking de ministros com melhor avaliação, com 7,8%, com um aumento de 0,4 pontos percentuais do que há uma semana. 

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, está na terceira posição do ranking de ministros com melhor avaliação com 7%, ainda que com uma quebra de 0,1 pontos percentuais face à última análise. 

A taxa de aprovação do Presidente da República desce quatro pontos percentuais, para os 66%, sendo que 24% das respostas desaprovam a presidência de António José Seguro, que tem sido acusado de uma reação fraca e tardia ao que se está a passar nas ruas.

Ficha Técnica

A Pitagórica realiza para a TVI, CNN Portugal e O SOL uma sondagem de acompanhamento semanal (tracking poll), destinada a avaliar de forma contínua a opinião dos eleitores portugueses sobre a atualidade política nacional, nomeadamente a intenção de voto nas eleições legislativas, a aprovação do Governo, a avaliação das lideranças partidárias e outros temas relevantes.

A amostra de cada publicação é constituída por 804 entrevistas, representativas do universo eleitoral português em termos de género, idade e região. A amostra inicial foi recolhida ao longo de quatro semanas, com 201 entrevistas por semana:

  • semana de 5 de outubro de 2026: 201 entrevistas.
  • semana de 12 de outubro de 2026: 201 entrevistas.
  • semana de 19 de outubro de 2026: 201 entrevistas.
  • semana de 26 de outubro de 2026: 201 entrevistas.

Posteriormente, o estudo funciona através de uma amostra móvel: todas as semanas são incorporadas 201 novas entrevistas e retiradas as 201 entrevistas mais antigas, mantendo-se uma base de 804 entrevistas. Este modelo permite acompanhar continuamente a evolução da intenção de voto e dos restantes indicadores avaliados.

Para uma amostra de 804 entrevistas, considerando uma população infinita, um nível de confiança de 95,5% e p=0,5, a margem de erro máxima é de ±3,53%. A seleção dos entrevistados é realizada através da geração aleatória de números de telemóvel, respeitando a proporção dos três principais operadores móveis. Sempre que necessário, são também selecionados aleatoriamente números de telefone fixo.

Foram realizadas 1.564 tentativas de contacto, para alcançarmos 804 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 51,41%

As entrevistas são realizadas por telefone através do sistema CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing. A distribuição dos indecisos é efetuada de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa e os resultados são depositados junto da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, para consulta online.

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