Homem que se fez passar por rapariga em plataforma de jogos condenado a 40 anos de prisão por pedofilia em Espanha

Há 1h e 11min
Sala de audiências
Sala de audiências

(Mário Cruz/Lusa)

Foram encontrados mais de 40 mil ficheiros de pornografia infantil e pedofilia nos dispositivos do condenado

O Tribunal Provincial de La Rioja condenou um homem a 40 anos de prisão por se fazer passar por rapariga para contactar duas outras raparigas, de 8 e 9 anos, na plataforma de jogos Roblox, com o objetivo de obter material pornográfico e satisfazer os seus desejos sexuais.

O arguido foi condenado por dois crimes de abuso sexual continuado contra menores de 16 anos e condenado a 24 anos de prisão, além de uma ordem de restrição de 15 anos que o proíbe de se aproximar a menos de 200 metros das raparigas ou de comunicar com elas.

Foi ainda condenado a 16 anos de prisão por dois crimes de corrupção de menores e a 7 meses e 15 dias de prisão por um crime de posse de pornografia infantil para uso pessoal, detalhou o Tribunal Superior de Justiça de La Rioja (TSJ) num comunicado divulgado esta terça-feira.

Além disso, recebeu uma pena de inabilitação especial de 35 anos e 7 meses para exercer qualquer profissão ou atividade que envolva o contacto com menores.

Mais de 40 mil ficheiros de pornografia infantil e pedofilia foram encontrados nos dispositivos do arguido.

Foi condenado a pagar 10 mil euros de indemnização a cada vítima como responsabilidade civil e condenado a 10 anos de liberdade condicional supervisionada após cumprir a sua pena de prisão.

Três identidades falsas

De acordo com os factos apurados na sentença, entre 25 de outubro de 2023 e 20 de maio de 2024, o arguido manteve contacto com as menores, solicitando-lhes fotos e vídeos sexualmente explícitos.

O contacto inicial ocorreu através da plataforma Roblox, que as mais pequenas utilizavam para jogar.

O arguido utilizava uma personagem de jogo chamada Galletitagamer no chat geral para anunciar que estava a distribuir a moeda virtual Roblux. Depois de captar a atenção das meninas, encaminhava-as para a aplicação de mensagens Zangi, através da qual comunicava com elas e trocava imagens e vídeos de pornografia infantil.

"A conduta do arguido não foi impulsiva, mas premeditada, e as suas ações fizeram parte de um plano prévio com o objetivo de manipular a personalidade das crianças", segundo a sentença, que foi objeto de recurso para o Tribunal Superior de Justiça de La Rioja.

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