Líder iraniano afirma que americanos disseram "não à guerra" após derrota de Trump nas intercalares

Agência Lusa , TFR
Há 1h e 8min
Mohammad Ghalibaf (esquerda) e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif (AP)
Mohammad Ghalibaf (esquerda) e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif (AP)

Os democratas obtiveram uma vitória incontestável, conquistando a maioria em ambas as câmaras do Congresso, o que abre um período de incerteza para Trump a dois anos da sua saída da Casa Branca

O líder iraniano nas negociações com os Estados Unidos afirmou esta quarta-feira que os norte-americanos disseram "não à guerra" nas intercalares dos EUA, após a derrota do Partido Republicano de Donald Trump perante os democratas.

"Por consciência ou devido ao custo de vida, os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós concordamos com esta mensagem", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa publicação na rede social X, utilizando maiúsculas, como costuma ser a prática do presidente dos EUA, Donald Trump.

Durante a noite, Trump reconheceu, numa entrevista telefónica à Fox News, que a guerra no Irão foi "em parte" responsável pela pesada derrota dos republicanos nas eleições legislativas intercalares de terça-feira nos Estados Unidos.

Os democratas obtiveram uma vitória incontestável, conquistando a maioria em ambas as câmaras do Congresso, o que abre um período de incerteza para Trump a dois anos da sua saída da Casa Branca.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, desencadeado por ataques israelo-americanos contra o Irão a 28 de fevereiro, Teerão tem vindo a atacar regularmente navios que tentam atravessar o estreito de Ormuz sem a sua autorização.

Em retaliação, Washington impõe um bloqueio marítimo aos portos iranianos a sul do estreito.

As perturbações nesta rota, por onde transitava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito a nível mundial antes da guerra, fizeram disparar os preços dos hidrocarbonetos, afetando nomeadamente o poder de compra dos norte-americanos.

O Irão declarou-se disposto na segunda-feira a reabrir o estreito, desde que Washington aceite uma série de exigências, na sequência das ameaças dos Estados Unidos e de Israel de retomarem os ataques em grande escala contra o país.

Na entrevista à Fox News, o líder republicano insistiu que não entende os resultados das eleições desta terça-feira como uma avaliação da sua gestão, incluindo a guerra no Irão, com a qual, considerou, "as pessoas concordam", embora tenha reconhecido o provável impacto do aumento dos preços dos combustíveis.

"Não tem nada a ver com o meu gabinete", defendeu, argumentando que "havia uma certa atmosfera no ar" e que não deveria sentir-se culpado.

"Quase nunca o presidente em exercício, independentemente de ser bom ou mau, republicano ou democrata (...) consegue vencer" as eleições intercalares, referiu.

Durante as últimas horas de votação e início da contagem de votos, o Presidente norte-americano desdobrou-se em entrevistas a diferentes órgãos de comunicação e publicações na sua rede social, Truth Social.

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