Champions: Benfica-Midtjylland, 4-1 (crónica)

Adérito Esteves , Estádio da Luz, Lisboa
2 ago, 21:57

Gonçalo, golaços e o reforçar de laços

Deixa muita água na boca esta primeira amostra do Benfica de Roger Schmidt.

No primeiro jogo oficial da época, as águias golearam o Midtjylland por 4-1, encaminharam o apuramento para o play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões e fizeram-no em grande estilo.

Futebol rendilhado, muitos e belos golos e os adeptos conquistados à primeira oportunidade, num jogo que podia ter tido um resultado à moda antiga, não fosse o desacerto de Gonçalo Ramos… que até marcou três golos.

E o jogo até começou com muitos nervos em campo nos jogadores encarnados.

Nos primeiros 15 minutos, os jogadores falharam inúmeros passes – daqueles mais simples! – o que tirou a fluidez ao futebol que Schmidt quer implementar.

Mas depois surgiu génio de Neres.

Em duas jogadas individuais, o extremo brasileiro destruiu a defesa dinamarquesa, assistindo duas vezes para Gonçalo Ramos marcar de cabeça.

E com os golos veio a tranquilidade. E a qualidade do futebol praticado por este Benfica começou a sobressair de forma clara.

A fechar a primeira parte, mais uma amostra do bom que a pré-época já indiciara: a riqueza das bolas paradas.

Num canto que devia vir nos manuais de futebol, João Mário levantou para um golaço de Enzo Fernández.

Com a confiança em alta, o Benfica voltou do intervalo com a intenção de aumentar a vantagem para a segunda mão desta terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Só que Gonçalo Ramos desperdiçou aquilo que podia ter sido uma noite história para ele. Antes de chegar ai hat-trick, o jovem avançado português desperdiçou três oportunidades claras para marcar e sair com uma mão cheia de golos.

E nem o golo de Sisto, numa bela Panenka a castigar penálti cometido por Morato, diminuiu o tom de festa da noite ou abalou a confiança de que o Benfica tem tudo para estar na próxima fase da «Liga Milionária».

Ainda assim, do arranque oficial do Benfica de Schmidt, além de Gonçalo, dos golaços e da magia de Neres, há que destacar o reforçar de laços entre adeptos e equipa.

Roger Schmidt parece ter conseguido em pouco mais de um mês meter a equipa a jogar um futebol atrativo e, com isso, reconquistar os adeptos.

 

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