Exército israelita ataca Gaza em resposta ao ‘rocket’ que atingiu sul de Israel

Agência Lusa , AM
21 abr, 07:14
Gaza

Ataques concentraram-se no centro da faixa de Gaza

O Exército israelita realizou nas últimas horas ataques contra a faixa de Gaza, em resposta ao disparo de um ‘rocket’ contra Israel a partir deste enclave palestiniano controlado pelo movimento islâmico Hamas, revelaram testemunhas e fontes de segurança.

Este ataque israelita na noite de quarta-feira, o segundo esta semana, surge novamente em resposta a um ataque com ‘rockets’ desde a faixa de Gaza e numa fase de tensões entre israelitas e palestinianos devido à violência em Jerusalém.

Testemunhas e fontes de segurança explicaram à agência France-Presse (AFP) que os ataques concentraram-se no centro da faixa de Gaza.

Na quarta-feira à noite, o Exército de Israel e a polícia local tinham revelado o disparo de um ‘rocket’ desde a faixa de Gaza em direção ao território israelita, acrescentando que o projétil caiu num terreno na cidade de Sderot, no sul, sem causar ferimentos ou danos.

Na segunda-feira à noite, um ‘rocket’ lançado desde Gaza foi intercetado pelo escudo antimísseis "Iron Dome" de Israel, mas as forças israelitas responderam com ataques ao enclave palestiniano.

O Hamas fez, durante quarta-feira, ameaças de ataques à manifestação de ultranacionalistas judeus israelitas em Jerusalém.

Mas a polícia israelita bloqueou as estradas e impediu que os manifestantes chegassem aos bairros palestinianos, dentro e ao redor da Cidade Velha de Jerusalém, com receio que se repetisse o incidente de há um ano, um ataque que desencadeou uma guerra entre Israel e Gaza.

Organizações nacionalistas convocaram uma grande marcha na Cidade Velha de Jerusalém, palco nos últimos dias de confrontos entre manifestantes palestinianos e policias israelitas.

Esta manifestação foi vista como um gesto de “provocação” por parte do governo de Israel, onde mais de mil manifestantes, com bandeiras israelitas, reuniram-se ao início da noite de quarta-feira na praça Tsahal, em frente à Cidade Velha.

Também esta quarta-feira, um pequeno grupo de manifestantes palestinianos atirou pedras na direção da polícia, enquanto centenas de visitantes judeus entravam no local sagrado.

Entretanto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou-se “profundamente preocupado com a deterioração da situação em Jerusalém”.

Segundo o porta-voz, o diplomata português está em “contacto com todas as partes para reduzir as tenções e prevenir ações inflamatórias”.

Na sexta-feira e no domingo, os confrontos entre manifestantes palestinianos e a polícia israelita deixaram mais de 170 feridos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão e o local mais sagrado do Judaísmo, quando coincidem as celebrações do mês muçulmano do Ramadão e da Páscoa.

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