UCRÂNIA • AO MINUTO | Putin visita a China na próxima semana para "fortalecer parceria"
"Um incidente infeliz". Presidente da Polónia diz que nada prova que tenha sido um ataque intencional
O presidente da Polónia afirmou, esta quarta-feira, que nada prova que a explosão de um míssil junto da fronteira com a Ucrânia tenha sido um ataque intencional, avança a Reuters.
De acordo com a agência, Andrzej Duda diz ainda que o míssil era russo - "provavelmente um S-300", mas que "ainda não há provas de que foi lançado pela Rússia" e que "é altamente provável que tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana".
A investigação está a ser conduzida pela Polónia e pela NATO.
Duda diz ainda que "não há sinais de um ataque intencional contra a Polónia". "Foi, provavelmente, um incidente infeliz".
Siga ao minuto:
Zelensky teve "uma conversa produtiva e substancial" com Macron
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz que teve "uma conversa produtiva e substancial" com o presidente francês, Emmanuel Macron. Agradeci ao Emmanuel a sua firme condenação dos ataques russos às nossas cidades e comunidades. Estes ataques deixam bem claro o que a Rússia representa e porque é que todos precisamos de reforçar a nossa defesa colectiva contra todas as ameaças. A França está pronta para trabalhar em capacidades antibalísticas. Esta é uma decisão firme e um passo importante. Também discutimos o reforço da nossa capacidade de repelir os ataques russos neste momento", afirmou Zelensky, que a insistir nas negociações com vista à adesão à União Europeia.
As always, a good and substantive conversation with President of France @EmmanuelMacron. We were able to cover many issues, and I am grateful for our coordination across all areas.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 16, 2026
I thanked Emmanuel for his principled condemnation of Russian strikes on our cities and…
"Resposta justificada": Zelensky divulga imagens de ataques ucranianos contra aeronaves russas
Presidente da Letónia propõe deputado da oposição como próximo chefe do Governo
O presidente da Letónia, Edgars Rinkevics, propôs no sábado o deputado da oposição Andris Kulbergs como próximo primeiro-ministro.
Assumirá o cargo se o parlamento votar a sua confirmação, juntamente com o gabinete da sua escolha.
Nem a ONU escapa aos enxames no céu. Guerra da Rússia na Ucrânia volta a aquecer
Kiev e Moscovo têm como alvos dos ataques infraestruturas energéticas e depósitos de munições, mas civis continuam a pagar um preço alto
Drone ucraniano cai em território da central nuclear de Zaporizhzhia
Um drone ucraniano despenhou-se perto das unidades de geração de energia da central nuclear de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, controlada pela Rússia, informou este sábado a administração da central, também controlada pela Rússia.
O drone não explodiu e a central continua a operar normalmente, acrescentou a administração citada pela Reuters.
Estónia e Letónia pedem a países do sul da Europa mais investimento na defesa
Estónia e Letónia apelaram hoje aos países do sul da Europa, entre eles Portugal, para aumentarem a despesa com a defesa para mais de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), de forma a responder à ameaça da Rússia.
“A diferença entre atacar Talin, Berlim ou Madrid com um míssil balístico é de dez minutos. Pode haver um navio porta-contentores cheio de drones Shahed no Mediterrâneo e o alerta antecipado não são dois dias, são dois minutos”, advertiu o ministro da Defesa da Estónia, Hanno Pevkur, na Conferência Lennart Meri, que decorre na capital estoniana.
“Se não compreendermos que a Europa é pequena e que também os nossos bons amigos em Itália, Espanha, França, Portugal, todos, temos de investir pelo menos 3,5%, mas idealmente 5%, na defesa para podermos defender o nosso belo continente, então teremos problemas", argumentou, destacando, em particular, o contexto de retirada de forças norte-americanas.
Pevkur traçou um cenário sombrio, no qual as dificuldades políticas de vários países europeus podem convergir numa “tempestade perfeita” que ofereça ao Kremlin o momento ideal para testar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) ainda este ano ou, o mais tardar, em 2027.
Isto acontece num contexto em que os Estados Unidos estão a alterar a sua política, salientou o ministro, embora tenha preferido não especular sobre os pormenores do cancelamento anunciado por Washington do destacamento de 4.000 militares que deveriam ser enviados para a Polónia.
A resposta da Europa deve passar por uma maior concentração nas suas próprias capacidades.
“Se todos investíssemos 4% - não 5%, mas 4% - obteríamos aproximadamente mil milhões de euros na Europa apenas para a defesa", assegurou.
Por seu lado, a ministra dos Negócios Estrangeiros em funções da Letónia, Baiba Braze, que também participou no debate, afirmou que, o mais tardar na cimeira da NATO, em Ancara, este verão, os aliados europeus devem mostrar “progressos”.
“Não apenas os bálticos, a Polónia e a Alemanha, mas também os outros”, sublinhou, acrescentando que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, “espera anúncios não apenas em termos percentuais, mas encomendas reais e contratos reais”.
Braze referiu-se igualmente à crise desencadeada no seu país por dois drones ucranianos desviados pela Rússia, que atingiram uma infraestrutura energética sem serem detetados, situação que levou à rutura da coligação governamental e à demissão, na quinta-feira, da primeira-ministra Evika Silina.
“Houve algumas falhas da nossa parte”, reconheceu, mas indicou que a Letónia está em contacto com a Ucrânia e reclamou igualmente junto da Rússia para que “pare com a propaganda" de que o país báltico está a permitir a Kiev utilizar o seu espaço aéreo.
Os drones encontravam-se no espaço aéreo russo e foram desviados através de medidas de guerra eletrónica, disse a ministra, sublinhando que “a culpa foi dos russos”.
"Trump está a entregar o tabuleiro do jogo do Indopacífico à Rússia"
O comentador da CNN Portugal José Tomaz Castello Branco analisa a recente viagem oficial de Donald Trump à China
Rússia afirma ter assumido o controlo de duas aldeias na região de Kharkiv
As tropas russas assumiram o controlo dos colonatos de Borova e Kutkivka, na região de Kharkiv, na Ucrânia, informou este sábado a agência de notícias estatal RIA, citando o Ministério da Defesa.
Rússia e EUA mantêm contactos estreitos de alto nível, mas o progresso tem sido "lento e difícil"
Moscovo e Washington mantêm contactos muito estreitos de alto nível, noticiaram as agências de notícias russas este sábado, citando o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov.
De acordo com a Reuters, Ryabkov sugeriu que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, podem ter mais contactos a curto prazo, mas disse que o progresso nas relações entre os
dois países tem sido "lento e difícil".
A Rússia não tem intenção de tomar medidas que possam comprometer a "estabilidade estratégica"
A Rússia não tem intenções de tomar quaisquer medidas que possam comprometer a "estabilidade estratégica" e notificou outros países sobre o recente teste do seu novo míssil nuclear estratégico Sarmat, noticiaram as agências de notícias russas este sábado, citando o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov.
Putin visita a China na próxima semana para "fortalecer parceria"
O presidente russo, Vladimir Putin, vai realizar uma visita à China na terça e quarta-feira para reforçar a "parceria" e "cooperação" entre os dois países, anunciou hoje o Kremlin em comunicado.
Durante a visita, que ocorrerá poucos dias após a do Presidente americano, Donald Trump, o líder russo discutirá com seu homólogo chinês, Xi Jinping, formas de "fortalecer ainda mais a parceria global e a cooperação estratégica" entre a Rússia e a China, lê-se no documento.
Economia da Rússia recua 0,2% no 1º. trimestre pela primeira vez em três anos
Zelensky diz que a Rússia está a procurar atacar alvos políticos na Ucrânia
Na sua mensagem da noite desta sexta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirrmou que a Rússia está a procurar atacar alvos políticos na Ucrânia.
"Temos também documentos russos que propõem alvos para ataques a Kiev e a outras das nossas cidades – a alvos políticos e militares, onde possa estar a liderança do exército, o governo, e aqui, na [rua] Bankova (local do gabinete presidencial)", informou Zelensky. "Alguns lá, em Moscovo, ainda não compreenderam que os ucranianos nunca abdicarão da sua independência e que, em qualquer caso – com ou sem a [rua] Bankova –, não abdicaremos da nossa terra, da nossa soberania, do nosso Estado".
As imagens de um grande incêndio em plena Rússia após ataque da Ucrânia
Um vídeo partilhado na rede social Telegram mostra um edifício em chamas e densas colunas de fumo a encobrir o céu após um ataque de drone ucraniano que matou três pessoas em Ryazan, na Rússia.
O maior ataque aéreo russo desde o início da guerra fez dezenas de mortos e feridos em Kiev. Ucrânia está a preparar resposta
Zelensky acusa Rússia de continuar a receber material militar através de esquemas para fugir às sanções
O presidente da Ucrânia disse que o último ataque russo contra Kiev, que fez 24 mortos, prova que Moscovo continua a importar equipamentos bélicos à margem das sanções internacionais.
Pelo menos 24 pessoas morreram, entre as quais três crianças, e 48 pessoas ficaram feridos na sequência do ataque russo que atingiu uma zona residencial da capital ucraniana na quinta-feira.
De acordo com o chefe de Estado ucraniano, o míssil de cruzeiro russo que atingiu o edifício de apartamentos foi fabricado no segundo trimestre de 2026.
Depois de especialistas ucranianos terem analisado os destroços, o chefe de Estado Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de manter a importação de componentes e equipamentos necessários para a produção de mísseis, contornando as sanções globais.
Através das redes sociais, Zelensky disse que os países parceiros da Ucrânia devem "impedir os esquemas de evasão de sanções da Rússia".
It was a Kh-101 missile that struck a residential building in Kyiv, according to preliminary data.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 14, 2026
The missile was manufactured in the second quarter of this year. This means Russia is still importing the components, resources, and equipment necessary for missile production in… pic.twitter.com/yBjzl8J6o5
36 países e União Europeia apoiam tribunal especial para julgar agressão russa à Ucrânia
Trinta e seis países e a União Europeia apoiaram os planos para a criação de um tribunal especial destinado a investigar o crime de agressão da Rússia contra a Ucrânia, escreve o The Guardian.
Segundo a publicação, o apoio foi manifestado durante uma reunião do Conselho da Europa realizada em Chişinău, capital da Moldávia, onde os ministros manifestaram "a intenção de aderir a um novo acordo parcial alargado", que permitirá avançar com a criação do tribunal.
O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, afirmou que o tribunal "representa justiça e esperança" e considerou que "o momento de responsabilizar a Rússia pela sua agressão está cada vez mais próximo".
"O caminho que temos pela frente é o da justiça - e a justiça deve prevalecer", disse.
Ofensiva russa em larga escala "revela que a Ucrânia parece estar a ter dificuldade em defender o espaço aéreo da capital"
Depois do ataque mortífero da Rússia contra Kiev, Sérgio Furtado, jornalista da CNN Portugal, antecipa mais ataques em profundidade e chama a atenção para a capacidade renovada da Ucrânia para conduzir ataques com drones e mísseis de longo alcance.
Ataques maciços da Rússia "não são um momento de viragem": "É um regresso à intensidade do conflito de ambas as partes"
O tenente-general Rafael Martins, especialista militar da CNN Portugal, analisa a grande investida russa sobre Kiev, que já fez mais de 20 mortos, recordando que o regresso às hostilidades "em força" acontece após a parada em Moscovo.
"205 ucranianos estão de volta a casa": Zelensky anuncia libertação de militares
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou esta sexta-feira a libertação de 205 militares ucranianos que estavam em cativeiro russo - no âmbito de uma troca de prisioneiros entre Kiev e Moscovo.
Numa mensagem publicada na rede social X, Zelensky revelou que entre os prisioneiros libertados estão soldados rasos, sargentos e oficiais, muitos deles detidos pela Rússia desde 2022.
"205 ucranianos estão de volta a casa", escreveu o chefe de Estado ucraniano, acrescentando que esta libertação corresponde à primeira fase de uma troca de "1.000 por 1.000" entre os dois países.
"Continuaremos a lutar por cada pessoa que permanece em cativeiro", afirmou.
205 Ukrainians are home.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 15, 2026
Today, warriors of the Armed Forces of Ukraine, the National Guard, and the State Border Guard Service are returning from Russian captivity. This is the first stage of the 1,000-for-1,000 exchange.
Among those released are privates, sergeants, and… pic.twitter.com/nhw50vUfZ6