UCRÂNIA • AO MINUTO | Rússia garante controlo sobre cidade-chave. Grande ofensiva pode estar a caminho
O QUE ESTÁ A ACONTECER
-
Alemanha prepara planos para reforçar defesa contra “ataques híbridos” da Rússia
-
Papa pede fim da violência e uma oportunidade ao diálogo
-
Reino Unido, França e Alemanha enviam conselheiros a Kiev para negociações com Witkoff e Kushner
-
Acusações do Ocidente sobre incidente em Leipzig são "início de uma guerra real", diz Rússia
-
Ucrânia quer fim da guerra mas precisa de garantias de segurança, diz Zelensky após chegada de Witkoff e Kushner
-
Witkoff e Kushner já estão em Kiev para negociações de paz
-
Rússia ataca a Ucrânia com 108 drones
-
Ataques russos fazem 8 mortos e 69 feridos na Ucrânia perante pausa declarada nos ataques a Kiev e Moscovo
"Um incidente infeliz". Presidente da Polónia diz que nada prova que tenha sido um ataque intencional
O presidente da Polónia afirmou, esta quarta-feira, que nada prova que a explosão de um míssil junto da fronteira com a Ucrânia tenha sido um ataque intencional, avança a Reuters.
De acordo com a agência, Andrzej Duda diz ainda que o míssil era russo - "provavelmente um S-300", mas que "ainda não há provas de que foi lançado pela Rússia" e que "é altamente provável que tenha sido utilizado pela defesa aérea ucraniana".
A investigação está a ser conduzida pela Polónia e pela NATO.
Duda diz ainda que "não há sinais de um ataque intencional contra a Polónia". "Foi, provavelmente, um incidente infeliz".
Siga ao minuto:
Rússia critica "série interminável de ações fortemente desestabilizadoras dos países da NATO"
A Rússia reagiu às notícias de que a Noruega teria implantado um sistema capaz de lançar mísseis de cruzeiros dos Estados Unidos.
" Consideramos o aparecimento na Europa de sistemas norte-americanos capazes de lançar mísseis de alcance intermédio e de curto alcance como mais um passo na série interminável de ações fortemente desestabilizadoras por parte dos países da NATO", disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, segundo a agência de notícias Interfax, citada pelo Le Monde.
UE preocupada com vitória da extrema-direita na Alemanha: "Partidos que se mostram cegos perante as ameaças" da Rússia
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, manifestou esta segunda-feira a sua preocupação, na sequência da vitória da extrema-direita alemã na região da Saxónia-Anhalt, com o facto de estarem a ganhar terreno partidos “cegos” perante a ameaça que representam os atos de sabotagem e a guerra híbrida provenientes da Rússia.
Numa conferência de imprensa em Vilnius com o primeiro-ministro lituano, Mindaugas Sinkevicius, Kallas salientou que as “ameaças” se estão a aproximar da Europa e citou como exemplo o drone explosivo encontrado no aeroporto alemão de Leipzig, por trás do qual o Governo alemão vê a mão da Rússia.
“Temos assistido a um número crescente de atos de sabotagem e ameaças na Europa. Ao mesmo tempo, estão a ganhar terreno partidos que se mostram cegos perante as ameaças, que afirmam que não devemos fazer nada face a isto porque não é da nossa conta”, lamentou.
“Receio que acordemos de repente numa situação em que não tenhamos feito o suficiente para sermos capazes de dissuadir as ameaças e defender-nos. Mas, claro, cabe aos alemães, enquanto país democrático, tomar as suas decisões”, acrescentou.
Sinkevicius também se declarou “preocupado” com a vitória na região alemã da Alternativa para a Alemanha (AfD), uma formação que defende o restabelecimento das relações comerciais com a Rússia e que rejeita o apoio militar à Ucrânia.
“Vemos que as forças políticas extremistas estão a ganhar apoio na Europa. É um sinal de alerta para os partidos políticos tradicionais, tanto da direita como da esquerda”, afirmou o político social-democrata.
No entanto, salientou que se trata de eleições livres e democráticas e que o resultado obtido pela AfD numa região não afetará a cooperação entre a Lituânia e a Alemanha.
Putin ordena a criação de uma comissão para medidas restritivas contra exilados políticos
O presidente da Rússia, Vladímir Putin, ordenou esta segunda-feira a criação de uma comissão interministerial para a aplicação de medidas restritivas temporárias contra exilados políticos, segundo informaram os meios de comunicação locais.
O decreto em questão foi publicado no portal oficial de informação jurídica da Rússia.
De acordo com o documento, a comissão é composta por representantes do Ministério da Justiça, do Ministério do Interior, do Serviço Federal de Impostos, do Serviço Federal de Segurança, do Serviço Federal de Supervisão Financeira e do Ministério Público Geral.
A comissão será presidida pelo ministro da Justiça da Rússia.
De acordo com o regulamento da comissão, uma das suas tarefas será a concessão de ajudas aos familiares diretos das pessoas sujeitas a medidas restritivas que não disponham de rendimentos próprios.
França valoriza convite dos EUA para Europa participar de conversas com Kiev
O Palácio do Eliseu valorizou, esta segunda-feira, a participação, no domingo, a convite de Washington e de Kiev, de representantes da França, do Reino Unido e da Alemanha nas discussões que os emissários do presidente norte-americano, Donald Trump, mantiveram na véspera com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Fontes da presidência francesa destacaram o significado do facto de, no encontro com Volodymyr Zelensky em Kiev dos emissários Steve Witkoff e Jared Kushner, ter sido aberta a porta aos conselheiros diplomáticos do presidente francês, Emmanuel Macron; do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz; e do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, um trio de países conhecido como P3.
As fontes salientaram que, desta forma, os europeus não só estiveram “associados à conversa”, como confiam em continuar a estar no futuro.
Dessa forma, puderam dizer aos enviados de Trump que, caso as negociações de paz sejam retomadas — o que é uma possibilidade que o presidente russo, Vladimir Putin, levantou no sábado, quando recebeu em Moscovo os próprios Witkoff e Kushner —, teriam de ser cumpridas as condições que os europeus e a Ucrânia têm defendido desde o início.
Segundo o relato feito pelos emissários norte-americanos aos europeus, Putin demonstrou-lhes “uma nova disponibilidade russa para negociar” após as eleições para a Duma, a realizar no próximo dia 20, e que isso significaria “um novo começo” do processo.
Além disso, o Kremlin não excluiu a possibilidade de realizar “discussões trilaterais”, ou seja, entre russos e ucranianos, com os norte-americanos como mediadores, o que “é algo positivo”, salientaram as fontes.
O Eliseu quis insistir que a visita de Witkoff e Kushner a Moscovo e Kiev demonstra que os Estados Unidos voltam a envolver-se no conflito e que a Rússia pretende retomar as conversações e aceita que estas se realizem em novos termos, embora tenha constatado que, por enquanto, Putin continua a apresentar “exigências inaceitáveis”.
Ao mesmo tempo, a presença do P3 na capital ucraniana dá aos europeus “a possibilidade de exercer a diplomacia” e de pôr em prática o seu objetivo de “uma negociação robusta, enquadrada e que conduza a uma paz duradoura e sustentável”.
Isso exige, afirmam, que sejam tidas em conta, entre outras coisas, as posições da Ucrânia relativamente a eventuais cessões de territórios, as garantias de segurança que seriam oferecidas a Kiev em caso de acordo de paz e que sejam consideradas as suas exigências de reparações de guerra.
Acordo de paz iminente entre Rússia e Ucrânia? "Julgo que não haverá condições"
O coronel Carlos Mendes Dias, comentador da CNN Portugal, analisa a evolução dos processos de paz entre Moscovo e Kiev.
"Conversas de Trump com Putin e Zelensky serão mais um compromisso protocolar do que algo que possa trazer uma grande novidade"
Francisco Cordeiro de Araújo, especialista em direito internacional em serviço especial na Ucrânia, reconhece que a expectativa em torno das conversas que Donald Trump terá com os presidentes russo e ucraniano é "muito baixa".
Rússia detém quatro candidatos de partido que defende cessar-fogo na Ucrânia antes das eleições
A polícia russa deteve esta segunda-feira, na cidade de Yekaterinburgo, nos Urais, o responsável pelo gabinete local do partido pacifista Yabloko e outros três membros da formação que pretendiam participar nas próximas eleições legislativas, informaram meios de comunicação oficiais.
Segundo o próprio partido, Konstantin Kiseliov, que dirige a delegação do Yabloko em Yekaterinburgo, foi detido de manhã, quando se dirigia para um debate televisivo.
Pouco depois, soube-se que as autoridades acusaram Kiseliov de "exibição de simbologia extremista" devido a uma publicação nas redes sociais relacionada com o falecido líder da oposição russa Alexei Navalny, declarado extremista naquele país.
O Yabloko informou também esta segunda-feira da detenção de outros três membros do partido em Yekaterinburgo, sob acusações semelhantes.
Caso sejam considerados culpados pela Justiça, nenhum dos candidatos do Yabloko poderá participar nas eleições legislativas de 20 de setembro.
A 28 de junho, um tribunal russo revogou o registo da lista de candidatos do Yabloko às eleições para a assembleia regional de Sverdlovsk, nos Urais, depois de o mesmo já ter acontecido com a lista federal da formação da oposição para as eleições legislativas de setembro.
O Yabloko salientou que esta é a quinta região em que a Justiça consegue anular o registo das suas listas de candidatos, depois de o mesmo ter acontecido em Leninegrado, Carélia, Pskov e no município de São Petersburgo.
O líder do partido, Nikolai Rybakov, relacionou todas estas decisões com a posição do partido a favor de um cessar-fogo na Ucrânia.
Rússia manda fechar consulado alemão em São Petersburgo e centros do Instituto Goethe
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia anunciou esta segunda-feira o encerramento do consulado-geral da Alemanha em São Petersburgo e das delegações do Instituto Goethe, em resposta a ações "hostis" de Berlim.
"A parte russa revoga o seu consentimento para o funcionamento do Consulado-Geral da Alemanha em São Petersburgo, que deverá cessar as suas operações, o mais tardar, até 18 de setembro de 2026, e todos os seus funcionários deverão abandonar a Federação Russa antes dessa data", refere a nota oficial, acrescentando que os funcionários dos centros culturais Goethe terão de deixar a Rússia antes de 13 de setembro.
Ataque russo atinge fábrica da British American Tobacco na Ucrânia
Um ataque russo danificou uma fábrica da British American Tobacco (BAT) em Pryluky, na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, informou esta segunda-feira a empresa, citada pela Reuters.
A BAT está ainda a avaliar os danos. As informações preliminares indicam que não houve feridos.
Moscovo acusa Alemanha de iniciar uma "guerra a sério" contra a Rússia. Berlim responde
O Governo alemão afirmou esta segunda-feira ter respondido de forma clara, coerente e adequada ao ataque híbrido com drones contra o aeroporto de Leipzig e rejeitou assim as acusações de Moscovo de ter iniciado uma "guerra a sério" contra a Rússia.
"Quero deixar claro, mais uma vez, que reagimos de forma coerente e, ao mesmo tempo, prudente, no momento em que foi possível e necessário, a um ataque híbrido da Rússia", afirmou numa conferência de imprensa Josef Hinterseher, porta-voz adjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, que recusou comentar diretamente as declarações do chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov.
Acrescentou que se trata de uma reação necessária, que corresponde à responsabilidade do Governo, uma vez que está em causa a proteção dos cidadãos da Alemanha.
Insistiu que, com a decisão de cancelar o contrato com o centro cultural Casa Rússia e encerrar o consulado russo em Bona, a Alemanha enviou "um sinal claro, coerente, mas também adequado e extraordinário à liderança da Rússia para que se abstenha precisamente de realizar este tipo de ataques híbridos no futuro".
Assinalou ainda que negar a responsabilidade pelo atentado falhado de Leipzig faz parte do próprio domínio dos ataques híbridos, pois, caso contrário, estes não o seriam.
"A Rússia tem de decidir que tipo de relação deseja manter com a Alemanha e com a União Europeia, ou connosco e com os nossos parceiros", afirmou, acrescentando que provavelmente não terá sido por acaso que Lavrov fez estas declarações precisamente no mesmo dia em que o estado federado da Saxónia-Anhalt realizou eleições regionais, nas quais a Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, que mantém ligações com Moscovo e defende a normalização das relações, saiu vencedora.
Por sua vez, Mitko Müller, porta-voz do Ministério da Defesa, afirmou, a propósito das acusações de Lavrov, que, no que diz respeito à retórica de guerra, basta observar "quem está a travar na Europa uma guerra de agressão contrária ao direito internacional e quem está, comprovadamente, a realizar ataques híbridos contra Estados europeus".
UE vê novo "impulso" para a paz na Ucrânia após contactos dos EUA com Kiev e Moscovo
A União Europeia (UE) valorizou esta segunda-feira o "impulso" dado pelos Estados Unidos aos contactos diplomáticos para tentar reavivar as conversações entre Kiev e Moscovo destinadas a pôr fim à guerra na Ucrânia, afirmou o porta-voz comunitário para os Negócios Estrangeiros, Christian Wigand, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia.
"A UE continua a apoiar todos os esforços diplomáticos que possam contribuir para alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia. É particularmente bem-vindo o impulso para gerar uma nova dinâmica através de contactos diplomáticos e da visita dos negociadores norte-americanos a Kiev", afirmou o porta-voz.
Ao mesmo tempo, acrescentou que "a Rússia continua a intensificar o conflito atacando a população civil", algo a que "temos assistido" durante o verão, com "os trágicos números de civis mortos".
Essa atitude é também visível "nos ataques às exportações de cereais ucranianos através do Mar Negro, o que coloca em risco a segurança alimentar mundial, e atacando uma vez mais as infraestruturas energéticas para sujeitar os ucranianos a um inverno rigoroso. As ações de Putin provocam devastação. As suas palavras reiteram os objetivos maximalistas da Rússia", afirmou Wigand.
Nenhuma dessas ações, sublinhou o porta-voz comunitário, contribui "para pôr fim à guerra iniciada pela Rússia".
Por outro lado, acrescentou, a Ucrânia mantém-se "firme na sua resiliência e no seu compromisso de alcançar um cessar-fogo total e incondicional".
"Por isso, apoiamos os esforços da Ucrânia para alcançar uma paz justa e duradoura", afirmou.
Putin e Aliyev falam ao telefone após meses de tensão entre Rússia e Azerbaijão
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o seu homólogo azeri, Ilham Aliyev, falaram esta segunda-feira por telefone sobre a cooperação comercial, económica e humanitária entre os dois países, informou o Kremlin.
Segundo um comunicado, as partes concordaram em intensificar os contactos bilaterais a diferentes níveis.
A 1 de setembro, Putin e Aliyev mantiveram um breve encontro à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), em Bishkek, no Quirguistão.
No final de julho, os dois líderes destacaram as "relações construtivas" entre os dois países, apesar das divergências em torno do conflito na Ucrânia.
"A maior parte das hipóteses de fechar um início de resolução negocial já foram esgotadas"
Rui Henrique Santos, comentador da CNN Portugal, antecipa a evolução do processo de paz na Ucrânia no mesmo dia em que Donald Trump deverá conversar com Putin e Zelensky.
Um morto em ataque ucraniano a carro em Luhansk
Uma pessoa morreu esta segunda-feira num ataque ucraniano contra um carro numa zona da região de Luhansk controlada pela Rússia.
A informação foi avançada pelo governador instalado por Moscovo na região, Leonid Pasechnik, segundo a Reuters.
Enviados dos EUA "curiosamente vão sempre visitar primeiro o agressor"
Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal, não acredita que estejamos perto de uma "conclusão" na guerra no leste da Europa.
Kremlin abre a porta ao regresso às negociações de paz com Ucrânia e EUA
O Kremlin não exclui que Rússia, Ucrânia e EUA voltem à mesa das negociações para tentar pôr fim à guerra, embora diga que ainda é cedo para saber quando e onde poderão decorrer.
A posição foi transmitida esta segunda-feira pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, depois de os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner terem passado por Moscovo e Kiev no fim de semana numa tentativa de relançar as negociações, segundo a Reuters.
Peskov também não afastou a possibilidade de uma conversa entre Vladimir Putin e Donald Trump sobre a visita.
Ucrânia atinge refinaria, instalações petrolíferas e local de lançamento de drones na Rússia
A Ucrânia atingiu uma refinaria na região russa de Ryazan e instalações de processamento de petróleo em Perm e no Tartaristão, anunciou esta segunda-feira Volodymyr Zelensky, citado pela Reuters.
O presidente ucraniano disse ainda que foi atingido, em Kursk, um local usado pela Rússia para armazenar e lançar drones de ataque.
Zelensky referiu também um ataque a um alvo no Mar Negro, sem dar mais detalhes.
Rússia denuncia instalação de sistemas de mísseis dos EUA na Noruega que podem "cobrir" Moscovo
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia denunciou esta segunda-feira o "caráter desestabilizador" do destacamento, na vizinha Noruega, de sistemas norte-americanos capazes de lançar mísseis de curto e médio alcance.
"Consideramos o destacamento de lançadores norte-americanos de mísseis de curto e médio alcance (INF) na Europa como mais um passo na interminável série de ações altamente desestabilizadoras dos países da NATO", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, num comunicado publicado no portal oficial da diplomacia russa.
Acrescentou que se trata de um passo que "não só não é ocultado, como é exibido abertamente, para sublinhar a intenção do bloco do Atlântico Norte de adquirir amplas capacidades de ataque com mísseis contra alvos situados nas profundezas do território do nosso país".
Em particular, destacou que se trata de lançadores Mk-41, concebidos para lançar mísseis capazes de atingir alvos tanto terrestres como marítimos.
"Temos também em conta que estes sistemas podem ser utilizados para disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance e que o seu destacamento no referido país do norte da Europa lhes permite cobrir uma parte significativa da Rússia europeia, incluindo Moscovo", indicou Zakharova.
A porta-voz sustentou que, por tudo isto, os referidos sistemas "poderiam ser utilizados em ações agressivas por parte dos países da NATO contra o nosso país para atingir objetivos estratégicos".
Rússia garante controlo sobre cidade-chave. Grande ofensiva pode estar a caminho
As tropas russas estão a avançar na frente de Lyman, na região de Donetsk.
A notícia é avançada pela agência RIA Novosti, que dá conta de que a cidade está quase totalmente sob controlo russo.
“A limpeza das restantes forças inimigas está a ser completada em Lyman”, referiu o homem apontado pela Rússia para liderar Donetsk, Denis Pushilin.
Como escreve a agência RIA Novosti, a conquista de Lyman vai permitir uma ofensiva contra o eixo Slavyansk-Kramatorsk, dois bastiões em que a Ucrânia ainda resiste em Donetsk.