Um ator "inseguro" que encontrava amigos nas personagens que fazia. Rogério Samora em "Conversa Indiscreta" com Alexandra Lencastre

15 dez 2021, 21:07

A televisão e o cinema foram a sua vida conhecida.

Longe dos holofotes, admitia ser uma pessoa “insegura” que encontrou o “paraíso na terra” no meio da solidão.

Revelações de Rogério Samora em “Conversa Indiscreta” com a amiga Alexandra Lencastre, em junho de 2009.

Rogério Samora, um dos atores mais marcantes da televisão portuguesa, foi um “ator por acaso”, de acordo com o próprio. Um acaso que o levou a participar em mais de 150 produções televisivas e cinematográficas como ator.

Dizia ele, tinha “pena de não ser cantor” ou arquiteto. E a “culpa” foi da avó. Foi ela que o apresentou ao cinema, ao teatro, à boémia. “Ela tinha muitos amigos e eu ia com ela", recordava. Mais tarde, fez amigos entre as personagens a que dava o corpo. “São amigos com quem eu vou ter. Quando acaba o trabalho, a personagem segue o seu caminho”.

Gostava de fotografar, mas não de ser fotografado. “Gosto mais de ser olhado e ser filmado”, desabafava. E o “paraíso na terra” encontrou-o em Sintra, em casa consigo próprio. “Aí sinto-me seguro, protegido. Não imaginas como eu me sinto bem com a minha solidão em casa.”

Rogério Samora morreu esta quarta-feira, com 62 anos.

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