“É só um cão. Depois arranjas outro”. Cátia, Rita e Sofia vivem um luto que consideram “ridicularizado”: perderam um animal de estimação

“É só um cão. Depois arranjas outro”. Cátia, Rita e Sofia vivem um luto que consideram “ridicularizado”: perderam um animal de estimação

Texto Wilson Ledo

Repórteres de Imagem Nuno Lourenço Bayer, Pedro Soares, Rui Pereira, Tiago Donato, Luís Branco

Edição de vídeo António Camara

O vento desmancha o cabelo loiro de Cátia Reimer da Costa, 32 anos. A humidade dos olhos segura-lhe alguns dos fios no rosto. Na clareira, junto a casa, o vento faz as árvores moverem-se depressa e, nesse movimento, Cátia recorda Ben. Por aqui passearam vezes sem conta.

Cátia segura a coleira entre as mãos, não com pouca força, como se ainda pudesse sentir Ben a puxar do outro lado. O cheiro dele continua entranhado no couro. “Ele puxava-me sempre com força. Sempre. Em dias de vento. E em dias sem vento”.

Foi assim até Ben perder a energia que o definia. “Foi tudo muito rápido. O Ben começou com as primeiras convulsões. Fez medicação mas não melhorou, nem ajudou”. Ben tinha conseguido sobreviver a um cancro – à custa de uma mudança nos hábitos de alimentação - mas não teria condições para ultrapassar uma epilepsia sem cura.

A 22 de janeiro, Cátia não teve alternativa. Ben foi eutanasiado.

Ben adorava passear na mata a poucos metros de casa. Foto: DR

Ben tinha sido o seu primeiro cão. Era um weimaraner, a raça que Cátia sempre quis. Cinzento, de pelo curto e suave, pernas longas. E uma gula que puxava as melhores gargalhadas. Ben era um animal com rotinas e isso trouxe uma nova vida à dos donos: fizesse frio ou sol, o passeio era para cumprir. Tudo tinha o seu horário, incluindo a comida e o mimo. Durante cinco anos foi assim. Mesmo nos dias em que o cenário era diferente, como a areia branca da praia. O focinho curioso de Ben não abrandava. A energia era contagiante.

Cátia viu concretizarem-se todos os momentos com que sonhou para a sua estreia como tutora de um animal. Só não imaginou que o momento da despedida chegaria tão cedo – ela que começou a estudar Veterinária para encontrar as soluções que não lhe davam quando o cancro bateu à porta. De um momento para o outro, tudo mudou. Abriu-se um precipício. Cátia chegou com urgência ao consultório onde era estagiária. O segurança deixou-a passar porque a reconheceu. O diagnóstico colocou-lhe uma escolha impossível: uma vida em constante sobressalto ou a morte em paz. Só a segunda fazia sentido.

Naquele consultório, enquanto o corpo dela encolhia, Cátia pensou em Ben e só depois pensou nela. Só então se apercebeu do vazio que ficou. “É uma nova vida. É aprender a lidar com o ‘agora ele não está’. Todos os dias é um caminho. A grande diferença, para mim, entre o luto de uma pessoa ou o luto de um animal, é que quem perde um animal vive um luto que não é reconhecido. É ridicularizado, é ignorado”, lamenta.

Nos dias e semanas que se seguiram, Cátia ouviu a mesma frase demasiadas vezes: ‘é só um cão. Depois arranjas outro’. “Isso magoa imenso. É o que magoa mais. Porque ninguém nos diz isso quando perdemos uma pessoa”.

Cátia tem pelo menos esta certeza: não quer ter outro cão. “Quero outros animais, cães não. O que eu tive com o Ben foi algo muito particular”. Os passeios na mata serão feitos sozinha. O vento será o único a empurrá-la. Ben existirá de uma outra forma. Quando terminar o curso de Veterinária, esta técnica de ótica quer abrir uma unidade de cuidados de saúde integrativos para animais. E já tem um nome: “Benjanosso”, que traz inscrito na t-shirt branca.

Cátia Reimer da Costa guarda a coleira de Ben. Nenhum outro cão irá usá-la. Foto: DR

Mais animais de estimação do que crianças e jovens em Portugal

Todos os anos morrem, em Portugal, cerca de 50 mil animais de companhia, de acordo com o Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC). Um número que peca por defeito, já que só tem em conta os animais registados, como cães, gatos e furões.
 
Estudos recentes da Marktest e da GfK dão conta de que existirão cerca de seis milhões de animais nas casas portuguesas. Destes, metade estarão registados no SIAC, 3,1 milhões. Em Portugal, há mais animais de estimação do que crianças e jovens até aos 18 anos: segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, são 1,8 milhões.
 
Nos cadeirões do consultório de Catarina Lucas sentam-se cada vez mais pessoas para falar sobre esta perda. “É uma dor cada vez mais recorrente. Temos processos pelo luto de um animal”. E, para a psicóloga, há uma explicação simples: os animais têm vindo a assumir um papel cada vez mais importante na vida das famílias. Desde as brincadeiras com as crianças à companhia que fazem aos mais idosos, combatendo o isolamento.
 
O ser humano tem mecanismos para lidar com a perda e superá-la. O tempo tende a ajudar, mas há situações em que essa tristeza se prolonga, bloqueando uma vida normal. Aí, o apoio de um especialista pode fazer a diferença. “Como qualquer luto, ele pode ser patológico. Temos situações em que isso acontece. Lembro-me de pessoas que não entram em determinada divisão da casa porque era onde o animal estava”.
 
Quem perde um animal de companhia, reconhece a psicóloga, tende a sentir que a sua dor é desvalorizada. Então, como devem reagir os que estão à volta? “Como nos posicionamos em relação a qualquer outra perda é como temos de nos posicionar quanto à perda de um animal: uma atitude empática, compreensiva e de apoio. E nunca de crítica ou incompreensão. Sempre que há uma perda, de um animal, de uma pessoa, de um emprego, há um processo de luto que temos de fazer. Esse processo de luto é individual e leva um tempo diferente para cada pessoa”.
 
Muitas vezes, quem passa por essa experiência compara-a com a morte de um filho. E há, do outro lado, quem se ofenda com a equivalência. Catarina Lucas avisa que a leitura não pode ser literal. “O que a pessoa está a querer dizer é que esta perda foi significativa e que este animal era muito importante na sua vida.”

Lidar com os objetos deixados pelos animais pode ser um processo difícil. Foto: DR

O primeiro amor de quatro patas

Para onde quer que se olhe, está Sushi. Não há divisão da casa que escape à sua presença. No chão da sala, a um canto, a cama cor-de-rosa onde tantas vezes adormeceu. Em cima da lareira, quatro pinturas da gata, uma em formato de caneca. Um pequeno santuário doméstico. Quem aqui entra, jamais acreditaria que Rita Andrade, 31 anos, nunca foi “uma apaixonada por gatos”.

Sushi mudou-lhe a vida em poucas horas. Um dia, após comer comida japonesa com uma amiga, Rita foi colocar a caixa num contentor do lixo. Ouviu um miar agudo, frágil, aflito. Voltou para casa, mas o som continuava a ressoar na sua cabeça. Tinha nascido o seu “primeiro amor de quatro patas”. Os expressivos olhos azuis, num rosto de manchas simétricas, tornaram-se impossíveis de resistir.

Nos primeiros dias, foi preciso alimentar Sushi com um biberão. E, à medida que a gata ia ganhando força e personalidade, Rita foi aprendendo o que era cuidar de um animal – e que o amor pode ter outras formas, outras patas.

A profissional de saúde começou a encomendar indumentárias personalizadas para a gata, que tornavam Sushi ainda mais irresistível. Laços foram às dezenas. Juntas, lançaram uma marca de almofadas com o formato de animais. E havia planos para lançar uma linha de roupa e objetos, tirando partido da visibilidade que a gata foi ganhando nas redes sociais. A casa foi-se enchendo de coisas. Sushi não resistia a nada. Nem às coreografias, nem aos vídeos demorados, nem à trela que a levava para aventuras fora de casa. Era curiosa. Era parte da família. Não havia planos sem ela.

Mas, a 10 de janeiro deste ano, impôs-se o vazio da perda. Rita soube que era o último dia de vida de Sushi, apenas quatro anos depois de a ter encontrado. Nesse dia, não houve telefonema do veterinário, onde ela lutava há oito dias contra uma insuficiência renal. Na hora da visita, confirmou os piores receios. Rita não foi capaz de ficar a assistir até à última respiração. O marido tomou a decisão.

“Tive oito dias de sofrimento. Não aguentava mais. Mas aquele dia acabou por ser um alívio, porque acabou o nosso sofrimento”. Acabou a dor da impotência, começou a dor da perda. “O que custa mais é o que não fiz com ela, o que tinha sonhado e não fiz. Depois do trabalho, já não voltava logo para casa. Não tinha nada aqui. Não estava aqui a Sushi. Esperava que o meu marido voltasse”.

Junto ao sofá, há um pequeno charriot, à escala das bonecas de brincar, que guarda as roupas de Sushi. O cor-de-rosa domina, entre lenços, laços e arneses que pertenceram à “princesa”, com um séquito de milhares de seguidores, que foram inundando Rita de mensagens de apoio ao longo dos últimos meses. Algumas das roupas estão bordadas com o nome ou a inicial da gata. Rita mexe-lhes com cuidado, sabendo que é tempo de deixar partir também estes objetos.

No luto, não há fórmulas. Cada um segue a sua intuição. Depois da morte de Sushi, Rita arranjou outra gata. Começou por namorar as fotografias dela durante vários dias numa plataforma de adoção. Foi, a pouco e pouco, convencendo o marido de que o caminho era aquele. E manteve a tradição japonesa nos nomes.

“Ir buscar a Maki foi uma forma de esconder a dor. Mas foi a melhor coisa que fiz. Porque foi aliviando. Eu tinha aqui outro ser que precisava de mim. Mesmo não sendo a Sushi, que nunca vai ser. Quando tens um filho e ele morre, por teres outro deixas de amar o que morreu? Não.”

Maki tem uma personalidade diferente. É mais difícil de fazê-la embarcar nas brincadeiras. Foto: DR

Mas não há dois gatos iguais. A Sushi, Rita “fazia o que queria”. Com Maki, já é mais difícil. A nova gata tem um feitio difícil. Não é dada a festas, prefere que a deixem descansada na cama. Maki não cede, mesmo que lhe acenem com a bola de plástico amarelo ou com o brinquedo de penas. Do pedestal, ninguém a tira. E se alguém tentar, mostra os dentes e as garras.

“Estava a transpor tudo o que fazia com a Sushi para esta gata. Não pode ser. Ela merece ter tudo dela.”

Rita está a vender as roupas deixadas por Sushi, para doar à causa animal. Foto: DR

Sushi foi enterrada no terreno dos pais de Rita, num canteiro hoje cheio de flores. Mas a marca de almofadas com a forma de animais ganhou um novo sentido. Entre os que a procuram, estão sobretudo pessoas que passaram por uma perda semelhante.

Bordada a tinta na pele, no braço esquerdo de Rita, está uma tatuagem. Umas patas de gato.

O preço do adeus

Um São Francisco de Assis de barro vigia o corredor do crematório para animais. Por ele, passam todos os dias famílias que perderam um companheiro. A porta que leva aos dois fornos tem um aviso de passagem proibida. Dentro de minutos, um gato será cremado. A dona não quis fazer o reconhecimento do cadáver. Foi atropelado, está desfeito, não é o mesmo das memórias.

Uma funcionária da Associação São Francisco de Assis, em Cascais, assegura então essa tarefa. Levanta ligeiramente a manta que, na maca, cobre o corpo congelado. À hora marcada, um outro funcionário move a maca, fazendo-a passar para a divisão onde estão os fornos crematórios. Desce-se a cortina da janela para que não se veja o resto do processo. De luvas postas, o homem introduz o gato no forno mais pequeno. O fumo começa a sair pela chaminé. Passadas duas horas, só restarão cinzas.

Muitas famílias não conseguem fazer o reconhecimento do corpo, uma etapa prévia à cremação. Foto: DR

Mesmo de luto, é preciso tomar decisões. O processo não é muito diferente quando quem parte é um cão, um gato ou mesmo um pássaro. Que destino dar ao corpo? A cremação é a via recomendada, tendo em conta as recomendações de saúde pública. Mas, para que as famílias possam guardar os restos mortais, é necessário fazer uma cremação individual – em que o cadáver do animal entra sozinho no forno. Para aquelas que não a puderem pagar, a cremação é feita numa unidade industrial especializada, em Beja, com vários cadáveres em simultâneo.

“A cremação individual é um negócio que tende a crescer. As pessoas procuram dar, na morte, a dignidade que tiveram em vida”, explica João Salgado, vice-presidente da direção da Associação São Francisco de Assis. O preço pela despedida depende do peso do animal: pode ir dos 90 aos 230 euros. 

Um Sistema Nacional de Saúde para animais

Nas mãos de Sofia Novais de Paula, 47 anos, só resta um polegar dobrado. Um dedo levantado por cada animal perdido. Sabe os nomes de cor, como se se tratasse de uma canção que conta a história de um amor que chegou ao fim. Em maio, não teria tantos dedos no ar. No espaço de uma semana, Sofia viu morrer dois animais. As lágrimas continuam frescas. Enquanto fala com a reportagem da CNN Portugal, segura no colo uma caixa de lenços de papel.

No chão da sala, onde as fotografias com animais cobrem as paredes e preenchem as mesas de apoio, Pipa, Maggie, Gloss e Jeni descansam. A sala deste apartamento é espaçosa. Todas sabem que não podem subir ao sofá. E, por isso, espalham-se pelo chão. Cada qual tem a sua cama de tecido mas, nos dias de verão, preferem o chão.
De vez em quando, há uma visita rápida à cozinha para hidratar. Não falta espaço.

Mesmo quando o gato Magoo e a cadela Blush – a maior de todos eles – lhes faziam companhia, havia espaço de sobra. Um despique ocasional, mas nada difícil de resolver. Um ambiente que se repetia no escritório de Sofia, para onde todos seguiam, praticamente todos os dias, em caravana a cada manhã.

Nem Magoo nem Blush resistiram às duras combinações de doenças. Ele tinha 18 anos, ela sete. Enquanto pôde, esta diretora de marketing lutou por eles. Enquanto pôde, tentou tudo, por muito que fique a sensação de que seria possível fazer mais. Foram horas incontáveis de tratamentos, refeições dadas à boca com uma colher, idas ao veterinário. “Eu gastei cerca de 10 mil euros com eles os dois durante um ano. Quantas pessoas podem fazer isso?”. Ela própria tem a resposta: poucas.

As famílias que cuidam de animais, como a de Sofia, repetem um pedido ao Governo: que se arranje uma forma de tornar mais baratos os tratamentos, seja através de vales de desconto para quem tem uma situação económica mais frágil ou mesmo que se avance com a criação de um Sistema Nacional de Saúde para animais.

A Provedora do Animal, Laurentina Pedroso, já disse acreditar que seja possível dar os primeiros passos para implementar este sistema, recorrendo à rede de faculdades de Medicina Veterinária, ainda este ano. O mesmo serviria para dar resposta aos animais das associações zoófilas, dos centros de recolha, que estão à guarda das autarquias, e dos que pertencem a famílias carenciadas.

Em segundo plano, nos desejos das famílias, fica a questão de uma licença pela morte de um animal de companhia. A ideia chegou a andar pela Assembleia da República, com uma proposta da então deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN, hoje assessora do Chega). Mas nunca se concretizou. O tema, confirmou a CNN Portugal, não está agora na agenda de qualquer partido com assento parlamentar.

Os tutores reconhecem que é difícil legislar sobre esta matéria. “Como é que se vai diferenciar alguém que sofre realmente por um animal que morre de outra pessoa que diga que sofre e, por exemplo, deixa andar o gato na rua todo o dia?", questiona Rita Andrade.

"Acredito e sei de casos de pessoas que ficaram extremamente perturbadas com a perda dos animais. Aí sim, acho que um dia ou dois, para a pessoa ter uma logística, se organizar, pensar melhor", completa Sofia Novais de Paula.

Há famílias que guardam as cinzas dos animais falecidos em casa. Foto: DR

Um silêncio assustador

Por mais animais que se perca, a dor não se torna menos dura. “O luto pode ser feito de uma maneira mais saudável, não tão penosa como nas primeiras vezes. Mas não é fácil perder. Há sempre uma sensação de culpa”. Nas mortes de Magoo e Blush, Sofia repetiu os rituais. Os animais foram cremados no sítio habitual. Escreveu uma carta a cada um, com as melhores memórias e aprendizagens. Passou depois uns minutos no campo, “a imaginá-los a correr por ali fora”.

“Chegou um período em que estava a chorar pela Blush e a dizer ‘Ai!Ai! O Magoo também morreu e eu não pensei mais nele. Essa gestão emocional foi muito complicada. Ainda está a ser.”

Magoo era um gato preto e branco, independente, embora gostasse de ir de férias com os donos para o Gerês. No carro, um dos seus territórios preferidos, quando podia, sentava-se no lugar da frente. Enquanto a música tocava, a cabeça dele abanava ligeiramente. Já Blush, era a maior cadela da casa. Foi encontrada junto ao escritório de Sofia, ainda esteve para seguir para outras famílias, mas a ligação entre ambas não conseguiu ser quebrada. Tinha uma personalidade forte, territorial, às vezes assustava os mais pequenos. Mas todos, mesmo todos, sentiram a sua ausência. “Nas primeiras semanas, o silêncio cá em casa era assustador. Estávamos todos num luto total. Acho que elas sentiram tanto a minha dor, que a dor delas foi ainda mais complicada de gerir”.

Depois de ter partilhado nas redes sociais que tinha perdido estes companheiros de vida, Sofia foi inundada com sugestões de animais para adotar. Não deu esse passo, mas não rejeita a hipótese. Tem de haver uma história, um motivo, tem de se fazer um clique. Por agora, o foco está nos que ficaram. A doença começa, de novo, a dar sinais, com a idade avançada de alguns dos animais. O processo poderá ter de se repetir. Sofia sabe-o.

O vazio deixado pela morte também é sentido por outros animais. Foto: DR

O sofá está cheio. Abriu-se uma exceção para tirar uma fotografia. Onde está sentada, Sofia vê as caixas de madeira com as cinzas de Magoo e Blush. Em cima de cada uma, está um cordão e a colher que os alimentava nos dias mais difíceis. “Mesmo que, daqui a uns tempos, tire as caixas deles, lave a manta, arrume a coleira, comece a retirar as coisas, não vão ser esquecidos. Quando chegar o seu tempo, assim será.”

"Quando tens um filho e ele morre, por teres outro deixas de amar o que morreu?". Mais famílias pedem apoio psicológico pela morte de um animal