REVISTA DE IMPRENSA | Especialistas alertam, contudo, que continuam a existir lacunas importantes em zonas com elevado risco de incêndio e com histórico significativo de ignições
O sistema de videovigilância e deteção automática de incêndios rurais continua a deixar de fora várias áreas consideradas críticas para o combate aos fogos, segundo o Jornal de Notícias. Apesar de já abranger cerca de metade do território continental e quatro milhões de hectares de floresta, regiões como o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Alto Minho, o Alto Tâmega, o interior do Alentejo e a serra algarvia permanecem sem cobertura eletrónica.
Atualmente existem cerca de 150 torres de monitorização remota espalhadas pelo país, equipadas com câmaras, rádios e estações meteorológicas. A maioria funciona através do sistema Ciclope, desenvolvido pelo INOV-INESC, cuja principal função passa por detetar ignições, acompanhar a evolução dos incêndios em tempo real e apoiar a mobilização dos meios de combate no terreno.
A expansão da rede, que esteve praticamente parada nos últimos anos, voltou agora a avançar. Na região de Aveiro estão a ser instaladas cinco novas torres, duas das quais já se encontram em funcionamento. Com este reforço, o número total de estruturas de vigilância deverá ultrapassar as 150 nos próximos meses.
Especialistas alertam, contudo, que continuam a existir lacunas importantes em zonas com elevado risco de incêndio e com histórico significativo de ignições. Além da instalação dos equipamentos, sublinham também a necessidade de garantir a sua manutenção regular para assegurar a eficácia do sistema e evitar que investimentos avultados acabem por perder utilidade.
