"Teremos que lutar durante mais tempo para libertar a Ucrânia", diz Zelensky no G20

15 nov, 06:41
Zelensky (Ukrainian President's Office)

Apesar de a Ucrânia não integrar o G20, o presidente Volodymyr Zelensky foi convidado pelo homólogo indonésio, Joko Widodo, presidente em exercício do grupo, a discursar por videoconferência

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira no G20 que gostava que a guerra russa terminasse com justiça e que agora é hora em que deve e pode ser interrompida.

Zelensky falou por videoconferência sobre a invasão russa e a Reuters teve acesso a uma cópia do discurso. Após a participação na cimeira que decorre em Bali, o presidente ucraniano publicou um comunicado no seu canal do Telegram onde afirma que "não haverá Minsk-3".

"A Ucrânia sempre foi líder nos esforços de manutenção da paz e o mundo viu isso. E se a Rússia diz que supostamente quer acabar com esta guerra que prove isso com ações. Não permitiremos que a Rússia espere, reforce as suas forças e inicie uma nova série de terror e desestabilização global. Não haverá Minsk-3, que a Rússia violará imediatamente após o acordo. Existe uma fórmula ucraniana para a paz. Paz para a Ucrânia, a Europa e o mundo. E há um conjunto de soluções que podem ser implementadas para realmente garantir a paz. Tendo participado da cúpula do G20, apresentei propostas para tais soluções – específicas e honestas. A Ucrânia pede aos principais estados do mundo para serem co-criadores da paz junto connosco".

Zelensky deixou ainda dez propostas aos países do G20 para que ajudem a restabelecer a paz no país, entre as quais "segurança nuclear, alimentar e energética, a libertação de todos os prisioneiros e deportados, a implementação da Carta da ONU e restauração da integridade territorial da Ucrânia e da ordem mundial, assim como a retirada das tropas russas e cessação das hostilidades".

Apesar de a Ucrânia não integrar o G20, o presidente Volodymyr Zelensky foi convidado pelo homólogo indonésio, Joko Widodo, presidente em exercício do grupo, a discursar por videoconferência.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, é a grande ausência do maior encontro de líderes mundiais desde o início da pandemia de covid-19.

Esta é a primeira cimeira do G20 desde que começou a guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, e a falta de consenso entre os participantes poderá refletir-se na declaração final conjunta, como aconteceu na cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada no domingo, em Phnom Penh, capital do Camboja.

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