Estados Unidos enviam 1,75 mil milhões de euros em ajuda militar para a Ucrânia - incluindo mísseis Patriot

CNN Portugal , com Lusa
21 dez 2022, 18:52
Mísseis Patriot (Mindaugas Kulbis/AP)

Anúncio da Casa Branca surgiu pouco antes da chegada de Zelensky, que diz ter ido a Washington agradecer o apoio

Os Estados Unidos anunciaram esta quarta-feira que fornecerão ajuda militar à Ucrânia no valor de 1,85 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros), incluindo uma bateria de mísseis Patriot, quando o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, é esperado em Washington.

O anúncio da Casa Branca surgiu pouco antes da chegada de Zelensky, sendo que o pacote de ajuda inclui mil milhões de dólares em armas e equipamentos dos 'stocks' do Pentágono, incluindo a primeira transferência do sistema de defesa aérea Patriot, e 850 milhões de dólares em financiamento através da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia (USAI, na sigla em inglês). 

Parte da USAI será usada para financiar um sistema de comunicações por satélite, que provavelmente incluirá o Starlink, o crucial sistema de rede de satélites da SpaceX, de propriedade de Elon Musk.

A nova remessa de armamento e equipamentos dos EUA para a Ucrânia, a 28.ª desde agosto de 2021, "fornecerá à Ucrânia capacidades expandidas de defesa aérea e ataque de precisão, bem como munições adicionais e equipamentos críticos que a Ucrânia está a usar de forma tão eficaz para se defender no campo de batalha", indicou o secretário de Estado, Antony Blinken, em comunicado.

O valor hoje anunciado elevará a assistência militar total dos Estados Unidos à Ucrânia para 21,9 mil milhões de dólares (20,6 mil milhões de euros) desde que Joe Biden tomou posse, em janeiro de 2021.

"A assistência de hoje inclui, pela primeira vez, o Sistema de Defesa Aérea Patriot, capaz de derrubar mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos de curto alcance e aeronaves a uma altitude significativamente mais elevada do que os sistemas de defesa aérea fornecidos anteriormente", esclareceu Blinken.

"A Rússia por si só poderia acabar com esta guerra hoje. Até que isso aconteça, estaremos unidos com a Ucrânia", concluiu o secretário de Estado.

Algumas horas antes deste anúncio oficial, a Presidência russa considerou que novas entregas de armas à Ucrânia pelos Estados Unidos “vão agravar” o conflito com a Rússia, posição assumida no dia em que o Presidente ucraniano é aguardado na Casa Branca e no Congresso.

“Isso vai certamente levar a uma escalada do conflito e não é um bom presságio para a Ucrânia”, disse o porta-voz do Kremlin (Presidência russa), Dmitri Peskov.

O porta-voz também disse que não esperava uma mudança de posição de Zelensky sobre a sua recusa em negociar com o Presidente russo, Vladimir Putin, após esta visita aos Estados Unidos, a sua primeira viagem ao estrangeiro desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e outros responsáveis do país têm pressionado os líderes ocidentais a fornecer armas mais avançadas à Ucrânia, incluindo mísseis Patriot, um sistema de mísseis terra-ar avançado que ajudará a repelir os ataques aéreos russos.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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