Youth League: Salzburgo-Benfica, 0-6 (crónica)

25 abr, 19:08

Desta vez não podia escapar

Esmagador!

À quarta final foi mesmo de vez e o Benfica agarrou o troféu da Youth league com as duas mãos com seis golos sem resposta frente ao Salzburgo. O Benfica voltou a entrar forte, como já tinha feito na meia-final, com a Juventus, marcou dois golos nos primeiros minutos e dominou por completo o Salzburgo que tinha chegado a esta final depois de estilhaçar o Atlético Madrid com uma goleada por 5-0. Um grande jogo da equipa comandada por Luís Castro que bateu os austríacos em todos os capítulos do jogo, com mais quatro golos marcados na segunda parte, com um hat-trick do «reforço» Henrique Araújo. Primeiro troféu para o Benfica e o segundo para a formação portuguesa, depois da vitória do FC Porto em 2019.

VÍDEOS: veja os seis golos do Benfica

Depois de quatro finais perdidas, o Benfica entrou com tudo frente ao Salzburgo e nem deu sequer possibilidades aos austríacos para discutirem o jogo. Foi uma final de sentido único, emoldurada pela enorme vontade que a equipa de Luís Castro demonstrou em levar o troféu para casa. Um 25 de Abril especial para o clube da Luz que já tinha conquistado o título europeu de futsal no mesmo dia, o dia da Liberdade.

Uma vitória que começou a desenhar-se logo nos primeiros instantes do jogo, com o Benfica a surpreender o Salzburgo e adiantar-se no marcador logo aos dois minutos. Um lance que começa Ndour na esquerda, com o italiano a cruzar para a área. Henrique Araújo desviou para defesa de Stejskal, mas Diego Moreira recuperou sobre a direita e serviu Martim Neto para um remate cruzado na passada para o fundo da baliza.

Não chegava. Na memória estava bem clara a memória da final de 2017 em que o Benfica também esteve a vencer por 1-0 e acabou por perder por 1-2. Era, portanto, preciso continuar a carregar no acelerador.

O Salzburgo procurou reagir de imediato, mas encontrou pela frente um Benfica extremamente agressivo na recuperação da bola, com uma pressão a toda a largura do terreno, com o possante Ndour, bem como Jevsenak e Martim Neto, a lutarem por todas as bolas, quase sempre com sucesso. Jogava-se apenas no meio-campo austríaco onde o Benfica fixava o jogo, com olhos fixos na baliza de Stejskal.

Henrique Araújo teve uma primeira oportunidade e à segunda fez o segundo do Benfica. Martim Neto, o autor do primeiro golo, arrancou pela direita e cruzou para a área onde Baidoo hesitou e o avançado que reforçou esta equipa atirou a contar.

Quinze minutos, 2-0, muito Martim Neto e nem sinal do Salzburgo em termos ofensivos. O Benfica tinha total controlo sobre o jogo, mas não podia manter o ritmo intenso que estava a asfixiar por completo os austríacos. A verdade é que o Benfica acabou por levantar o pé e permitiu que o Salzburgo começasse a passar a linha do meio-campo.

Ainda assim, o Benfica ia anulando todas as investidas do Salzburgo e o primeiro lance de perigo dos austríacos, já aos 38 minutos, resulta de um erro de Jevsenak que, com um passe errado, acabou por servir o goleador Simic, mas André Gomes, com uma grande defesa, evitou o golo do avançado croata. O guarda-redes que substituiu Samuel Soares, expulso frente à Juventus, voltaria a ser determinante em mais dois lances nesta primeira parte. Primeiro com mais uma grande defesa a uma cabeçada de Walner, depois, mesmo antes do intervalo, com uma arrojada saída aos pés do croata que ambicionava acabar a competição como melhor marcador.

Mais quatro golos, um hat-trick e missão cumprida de Hugo Félix

A verdade é que o Benfica tinha dominado praticamente toda a primeira parte e até podia ter chegado ao intervalo com uma vantagem ainda mais expressiva.

O Salzburgo ainda fez um esforço no arranque da segunda parte para entrar no jogo, o Benfica retraiu-se, mas por poucos minutos. Assim que percebeu que o Salzburgo estava a deixar as costas desguarnecidas, o Benfica voltou à carga e destroçou por completo o Salzburgo com mais quatro golos na segunda parte.

Pedro Santos mostrou o caminho com uma arrancada sobre a direita, resistindo à pressão de um adversário, para depois servir Ndour para o terceiro da tarde. Bola ao centro e novo golo do Benfica que, num ápice, dobrava a vantagem. Grande lance de Diego Moreira, com um grande passe a lançar Henrique Araújo para a área. Com toda a calma do mundo, o avançado contornou o guarda-redes e quase entrou pela baliza a dentro naquele que foi o seu segundo golo no jogo.

A vinte minutos do final, Luís Castro começou a refrescar a equipa e Luís Semedo, que tinha sido sacrificado para a entrada de Henrique Araújo, também fez o gosto ao pé, com a segunda assistência de Pedro Santos no jogo. Mas ainda havia mais. Hugo Félix, que tinha a missão de vingar a derrota do irmão de 2017, arrancou ainda a grande penalidade que permitiu a Henrique Araújo, com uma bomba, completar o hat-trick, o primeiro numa final da Youth League, e fixar o resultado final num histórico 6-0.

Nunca ninguém tinha marcado tantos golos numa final da Youth League. Nem quatro, nem cinco, quanto mais seis. Histórico!

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