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Youth League: Benfica-Club Brugge, 1-3 (crónica)

17 abr, 15:26

Três duros golpes na confiança

Desilusão. O Benfica falhou uma inédita quinta final na Youth League ao cair com estrondo, em Lausane, diante do Club Brugge, com uma pesada derrota por 3-1, numa partida que pareceu estar ao alcance da equipa de Vítor Vinha que só tinha perdido um jogo até às meias-finais. Os portugueses entraram muito fortes, mas acusaram os golos da consistente equipa belga que marcou em períodos fulcrais do jogo.

Confira o FILME DO JOGO e os VÍDEOS DOS GOLOS

Reforçado com vários jogadores do plantel de José Mourinho, o Benfica entrou com tudo no jogo, com um bloco alto, com os laterais bem subidos e uma intensidade de tirar o fôlego, criando várias oportunidades, logo a abrir o jogo, diante de um Club Brugge que pareceu algo surpreendido com a entrada da equipa de Vítor Vinha.

Dez minutos de sentido único, com os portugueses com uma elevada posse e bola, completamente instalados no meio-campo adversário. Banjaqui, pela direita, criou a primeira oportunidade, Gonçalo Moreira conquistou o primeiro canto, Umeh cabeceou ao lado e Coletta atirou à figura de Vande Driessche, num lance em que o Benfica pediu penálti.

O Club Brugge nem conseguia respirar, mas depois deste vendaval inicial, os belgas começaram a assentar jogo e, aos poucos, começaram a subir no campo, numa altura em que o Benfica também levantava o pé.

Foi já com o jogo mais equilibrado que Umeh, após grande assistência de Gonçalo Moreira, entrou destacado na área, mas, face à saída de Vande Driessche, atirou por cima da trave.

Não marcou o Benfica e, logo a seguir, o Club Brugge teve uma oportunidade soberana para abrir o marcador, num lance infeliz de Miguel Figueiredo que, ao tentar chegar a uma bola, escorregou no relvado sintético do Estádio La Tuilière e acabou por derrubar Jensen. Penálti detetado pelo VAR e confirmado pelo árbitro, depois de rever as imagens.

Diogo Ferreira ainda defendeu o penálti, mas já não conseguiu suster a recarga do capitão Goemaere. Um duro golpe para o Benfica já perto do intervalo, mas o Benfica ainda reagiu em força e esteve muito perto de empatar o jogo, na sequência de um canto, com Gonçalo Moreira a cabecear à trave.

O Benfica chegava ao intervalo a perder, mas com a eliminatória perfeitamente ao alcance, não só pela capacidade ofensiva que demonstrou na primeira parte, mas também pela pouca produtividade da equipa belga.

Mais um murro no estomago

O Benfica voltou a entrar forte na segunda parte, com uma elevada posse de bola e um bom ataque à profundidade, mas a primeira grande oportunidade foi da equipa belga, com Koren a rematar para grande defesa de Diogo Ferreira. Era o Benfica que estava por cima e Umeh voltou a estar muito perto do empate, mas o Benfica voltou a ser severemente castigado.

Num lance em que Gonçalo Moreira ficou a pedir penálti, Andre Garcia arrancou pelo corredor central, entrou na área e fez o 2-0. Desta vez doeu. Um golo que acabou por ser um duro golpe para as aspirações da jovem equipa do Benfica.

A verdade é que o Club Brugge é uma equipa muito consistente e, neste percurso de nove jogos até à final, só tinha perdido uma vez, curiosamente, em Alcochete, diante do Sporting (1-2). O Benfica deu a cara à luta, voltou a criar muitas oportunidades, mas voltou a sofrer novo duro golpe. O Club Brugge fez o terceiro golo, aos 66 minutos, num lance em que o árbitro até começou por assinalar fora de jogo. No entanto, o lance foi analisado pelo VAR e o árbitro acabou por reverter a decisão, deixando o Benfica com uma montanha ainda maior para subir.

Os belgas tentaram depois gerir a confortável vantagem, diante de um Benfica que nunca baixou os braços, mas que não conseguiu melhor do que reduzir, já no período de compensação, com um autogolo de Wins.

O Clube Brugge garante, assim, a sua primeira final e vai, agora, ficar à espera d resultado entre Real Madrid e PSG para saber com quem vai discutir o título. O Benfica, apesar de somar o triplo dos remates dos belgas, falha, assim, a quinta final da sua história, o que seria inédito nesta competição da UEFA.

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