Japão preocupado com potencial incursão militar russa na Ucrânia

Agência Lusa , AM
7 jan, 06:44
Yoshimasa Hayashi (Associated Press)

Ministro dos Negócios Estrangeiros reuniu-se com os ministros da China e dos EUA para debater a atividade militar russa na fronteira com a Ucrânia

O Japão expressou preocupação sobre o aumento da atividade militar russa na fronteira com a Ucrânia e uma potencial incursão militar russa naquele país, na sequência do destacamento de tropas ao longo da área.

"O Japão está a acompanhar com preocupação o movimento militar russo, que está a aumentar na zona fronteiriça ucraniana. Tomaremos as medidas necessárias" em qualquer situação eventual, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yoshimasa Hayashi, numa conferência de imprensa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês compareceu perante os meios de comunicação depois de participar numa reunião com o ministro da Defesa nipónico Nobuo Kishi e os seus homólogos norte-americanos, Antony Blinken e Lloyd Austin, na qual partilharam a sua preocupação sobre o assunto.

"A acumulação militar de Moscovo na fronteira da Ucrânia e a sua retórica cada vez mais dura ameaçam não só a soberania e integridade territorial da Ucrânia, mas também a paz e a estabilidade em toda a Europa", disse Blinken no início da reunião, que foi divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano.

Os dois países concordaram em "continuar a trabalhar em estreita colaboração" e Tóquio transmitiu o seu apoio "à unidade e soberania territorial da Ucrânia".

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês registou os atuais desafios que a comunidade internacional enfrenta, "tais como a mudança de equilíbrio estratégico, a tentativa unilateral e coerciva de alterar o status quo, o uso abusivo da pressão e a propagação do autoritarismo".

O Japão junta-se às fileiras de países que manifestaram preocupação com uma possível ofensiva militar russa após a concentração de milhares de tropas ao longo da fronteira ucraniana, um movimento que tem aumentado as tensões na região.

Fontes ucranianas e norte-americanas indicaram que o ataque poderia vir já em 2022.

A Rússia negou estar a preparar-se para uma ofensiva e disse que o Ocidente presta demasiada atenção ao movimento de tropas dentro das fronteiras da Rússia.

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