Mulher mais rica da Ásia perdeu metade da fortuna num ano

28 jul, 11:25
Yang Huiyan (Foto: Facebook)

Yang Huiyan, de 41 anos, tornou-se a mulher mais rica da Ásia antes dos 30, quando o pai lhe entregou a maior empresa de imobiliário da China

Yang Huiyan, a mulher mais rica da Ásia, acionista maioritária da maior empresa de imobiliário da China, a Country Garden, perdeu mais de metade da sua fortuna devido à crise no setor. De acordo com o ranking de multimilionários da Bloomberg divulgado esta quinta-feira, a fortuna de Huiyan caiu, no último ano, de 23,7 mil milhões de dólares (cerca de 23 mil milhões de euros) para 11,3 mil milhões de dólares, ou seja, registou um corte a rondar os 52%. 

De nacionalidade chinesa, Yang Huiyan tem 41 anos e herdou a fortuna do pai, que fundou a promotora imobiliária e transferiu para a filha, em 2005, a sua parte nas ações da empresa. Logo em 2007, a Country Garden estreou-se na bolsa de Hong Kong e, após a oferta pública inicial, Huiyan tornou-se na mulher mais rica da Ásia, ainda antes de fazer 30 anos. Hoje, porém, está quase a perder o título para Fan Hongwei, que enriqueceu com o setor das fibras químicas e tem uma fortuna estimada, segundo a Bloomberg, em 11,2 mil milhões de dólares.

O setor do imobiliário tem passado por grandes dificuldades na China, com as autoridades a endurecerem as regras para o endividamento das empresas, forçando-as a fazerem pagamentos e a renegociarem com os credores, deixando muitos gigantes do imobiliário perto da insolvência, como foi o caso da conhecida Evergrande. A falta de financiamento, por outro lado, obrigou a interromper projetos em curso, o que levou a que os compradores deixassem de pagar as prestações quando confrontados com os atrasos na entrega dos imóveis.

O regulador chinês da banca tem incentivado os credores a apoiarem o setor do imobiliário e a satisfazerem as "necessidades financeiras razoáveis" das empresas, temendo agora que a instabilidade financeira do setor possa alastrar a outras áreas. Ainda que a Country Garden, de Yang Huiyan, tenha até à data resistido à crise do imobiliário chinês, na quarta-feira anunciou precisamente que planeia angariar cerca de 343 milhões de dólares através da venda de ações, valor que será usado, parcialmente, para pagar dívidas e financiar projetos futuros. A informação foi enviada à bolsa de valores de Hong Kong, deixando apreensivos os acionistas da empresa que, após o anúncio, viram as ações cair cerca de 15%.

Relacionados

Líderes

Mais Líderes

Patrocinados