E não há cerimónia de pódio. Centenas de pessoas com bandeiras e outros símbolos da Palestina preencheram zona da meta e outros pontos na capital, impedindo mesmo a passagem de ciclistas a cerca de 58 quilómetros da meta
A 21.ª e última etapa da Vuelta foi interrompida a cerca de 58 quilómetros da meta, em Madrid, quando várias dezenas de pessoas, com bandeiras e outros símbolos da Palestina, se colocaram na estrada, em vários pontos do percurso da etapa, impedindo mesmo a passagem normal de várias dezenas de ciclistas e entoando palavras contra Israel. A tirada acabou por ser mesmo cancelada, sem vencedor.
Ao mesmo tempo que houve a invasão de estrada aquando da passagem de ciclistas, centenas de manifestantes também protestavam junto à zona da meta, no circuito final da última etapa da 80.ª Volta a Espanha, quer a favor da Palestina, quer contra Israel, bem como, mais precisamente, contra a participação da equipa Israel-Premier Tech na competição.
Os manifestantes derrubaram as barreiras de segurança que cercavam o Passeio do Prado, entre a zona da meta e a estação da Atocha, tendo iniciado uma marcha, gritando, entre outras palavras: «Não é uma guerra, é um genocídio».
Os ciclistas, depois de terem parado a cerca de 58 quilómetros da meta, na sequência dos protestos, seguiram para os respetivos carros de equipa.
Entretanto, pelas 18h07, numa nota oficial através do X, a organização da Vuelta comunicou que, «por razões de segurança, a etapa 21 da Vuelta termina mais cedo». «Não há cerimónia de pódio», acrescenta a organização da prova, que acaba assim mais cedo neste último dia e tem o dinamarquês Jonas Vingegaaard (Visma – Lease a Bike) como campeão e o português João Almeida (UAE Team Emirates) com um histórico segundo lugar na geral.
João Almeida igualou, assim, o melhor resultado de sempre de um ciclista português em grandes Voltas, fazendo o mesmo de Joaquim Agostinho, segundo classificado na edição de 1974 da prova espanhola.