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Vuelta: mais um protesto pró-Palestina e menos uma oportunidade para João Almeida tirar tempo a Vingegaard

9 set 2025, 17:13
Protesto pró-Palestina na 16.ª etapa da Volta a Espanha (Dario Belingheri/Getty Images)

O grupo dos favoritos já seguia bastante reduzido quando, no momento em que a fuga estava a 15 quilómetros do final, surge a informação que ninguém queria ouvir: um protesto pró-Palestina a três quilómetros da meta estava fora de controlo. A organização da Vuelta decidiu, então, cancelar a subida final e colocar a meta a oito quilómetros do final

A 16.ª etapa da Vuelta, com início em Poio e final em Mos-Castro de Herville, representava uma das últimas oportunidades para João Almeida tentar roubar tempo a Jonas Vingegaard, líder desta Vuelta e grande favorito à vitória.

Cedo a estrada ditou que seria a fuga a vencer. Um grupo com 15 corredores, que incluía, entre outros nomes, Egan Bernal, da Ineos, Mikel Landa, da T-Rex Quickstep, e Marc Soler, companheiro de equipa de João Almeida e Ivo Oliveira, isolou-se na frente e o pelotão deixou-o ganhar tempo de forma gradual.

A cerca de 60 quilómetros do final programado – já vai perceber o porquê de ‘programado’ -, Landa dá a primeira sapatada no grupo da frente. O corredor basco seguiu isolado durante alguns quilómetros até Bernal, Nico Denz (Red Bull - Bora - Hansgrohe), Brieuc Rolland e Clément Braz Afonso, ambos da Groupama-FDJ, o alcançarem. Estava encontrado o grupo que iria discutir a vitória da etapa.

Lá atrás, no pelotão, a etapa quase não foi atacada até à penúltima contagem de montanha, a segunda categoria do Alto de Prado, quando a Bahrain – Victorious, de Torstein Traeen, começou a imprimir um ritmo forte para evitar que o norueguês perdesse o seu lugar no top 10 para Egan Bernal.

O grupo dos favoritos já seguia bastante reduzido quando, no momento em que a fuga estava a 15 quilómetros do final, surge a informação que ninguém queria ouvir: um protesto pró-Palestina a três quilómetros da meta estava fora de controlo. A organização da Vuelta decidiu, então, cancelar a subida final e colocar a meta a oito quilómetros do final.

A vitória acabou por sorrir a Egan Bernal que, num sprint atípico a dois com Mikel Landa, conquistou a sua primeira vitória em etapa de sempre na competição.

O grupo de Almeida e Vingegaard cruzou o pórtico dos oito quilómetros de forma bastante calma. Não havia terreno possível para realizar ataques que pudessem fazer diferenças significativas. Não conseguimos saber o que poderia acontecer em Mos-Castro de Herville, mas o que é certo é que Almeida viu-se privado de uma oportunidade de tentar recuperar os 48 segundos que tem de atraso para Vingegaard. Restam agora três etapas para o fazer: esta quarta-feira, no Alto de El Morredero, o contrarrelógio de quinta-feira em Valladolid, e a penúltima etapa, no sábado, com final na temível subida da Bola del Mundo.

O tempo e a estrada estão a escassear para o português, resta apenas esperar que mais nenhum protesto afete a corrida. Almeida continua a 48 segundos de Jonas Vingegaard e ocupa a segunda posição.

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