Português ainda tentou ataque a 3,5 quilómetros do fim, mas mantém-se tudo na mesma entre os candidatos. Traeen segue de vermelho, com Vingegaard, Almeida e Ciccone logo a seguir
Depois de um dia para esquecer na quinta-feira, o ciclista espanhol Juan Ayuso (UAE Team Emirates) integrou a fuga do dia e venceu isolado a sétima etapa da Vuelta esta sexta-feira, recuperando parte das perdas na geral, na chegada a Cerler, a estação mais alta dos Pireneus Aragoneses.
O colega de equipa do português João Almeida findou os 188 quilómetros que tiveram início em Andorra la Vella ao fim de 04h49m41s. É a primeira vitória de Ayuso em etapas da Vuelta e com uma curiosidade: vence a sétima etapa, tal como tinha ganho pela primeira vez, já este ano, no Giro, a sétima etapa da prova italiana. É a sua 15.ª vitória da carreira, assinalada, na passagem pela meta, com um gesto dos indicadores junto das orelhas, depois de uma má jornada no dia anterior.
No segundo lugar ficou o italiano Marco Frigo (Israel – Premier Tech), que chegou a um minuto e 15 segundos, à frente do espanhol Raúl García Pierna (Arkea-B&B Hotels), terceiro a 1m21s, num dia em que o português João Almeida não teve ganhos, mas também não teve perdas, apesar de ter tentado um ataque para fazer diferenças a 3,5 quilómetros do fim.
A chegada de Ayuso para a vitória:
Almeida foi 19.º classificado na etapa, a 02m35s de Ayuso, chegando integrado no grupo do camisola vermelha, o norueguês Torstein Traeen (Bahrain Victorious) e de alguns dos candidatos à vitória na Vuelta, entre eles Jonas Vingegaard (Visma – Lease a Bike) ou Giulio Ciccone (Lidl-Trek).
Na classificação geral, Traeen mantém-se na liderança, que sai reforçada: isto porque Bruno Armirail, Lorenzo Fortunato e Louis Vervaeke, que eram segundo (a 31 segundos), terceiro (a 01m01s) e quarto (a 01m58s) classificados na geral, tiveram perdas de tempo e caíram vários lugares. Assim, Jonas Vingegaard, João Almeida e Giulio Ciccone subiram todos três lugares. Vingegaard é segundo a 02m33, Almeida passa de sexto a terceiro a 02m41s e Ciccone é quarto, a 02m42s.
No sábado, a oitava etapa liga Monzón Templario a Saragoça, com uma distância de 163,5 quilómetros.
O top-10 da geral:
📊 Top 10 GC after stage 7⃣ | etapa 7⃣ 𝘗𝘳𝘰𝘷𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭
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— La Vuelta (@lavuelta) August 29, 2025
Almeida dá os parabéns a Ayuso e fala do ataque final
Minutos após a etapa, em declarações à Eurosport, João Almeida deu os parabéns a Ayuso pela vitória.
«Ele é um grande ciclista e muito forte, ele merece. Houve altos e baixos para ele, mas ele merece e parabéns para ele, também para a equipa», começou por dizer, falando do ataque que tentou a 3,5 quilómetros do fim, alguns metros depois de o colega de equipa Marc Soler, acompanhado pelo português, ter imposto um ritmo mais forte na frente do pelotão.
«Perguntei ao Marc se dava para puxar um bocado, para tentar, mas pensei, para ser honesto, que a subida ia ser mais dura. É o que é, mas tentei. Eles também não quiseram cooperar no fim», referiu, em relação aos principais adversários que ali seguiam.
De seguida, Almeida foi questionado pela postura de Vingegaard, que acabou por não atacar. «Ele realmente não precisava, mas eu entendo, é o que é, penso que ele também não puxa muitas vezes», considerou Almeida, dizendo que se sente bem.
«Sinto-me bem a cada dia, penso que é um bom sinal, mas é olhar já para as próximas», afirmou.
