Almeida e Vingegaard são unha com carne nesta Vuelta

6 set 2025, 17:13
Jonas Vingegaard na La Vuelta (Getty Images)
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Num dia em que Marc Soler fez (outra vez) o que lhe apeteceu, o português e o dinarmarquês voltaram a chegar juntos. Vingegaard ganha dois segundos a Almeida nas bonificações

Após a vitória no Alto do Angliru na sexta-feira, João Almeida queria dar continuidade às boas exibições na Vuelta na 14.ª etapa, com início em Avilés e fim no Alto de la Farrapona/Lagos de Somiedo.

A constituição da fuga, que incluía Mikkel Bjerg e Marc Soler, colegas de equipa do português, deixou antever que a UAE Team Emirates iria mexer na corrida. E assim foi. Na penúltima subida, a primeira categoria do Puertu de San Llaurienzu, a equipa dos Emirados começou a impor um ritmo forte.

Hoje não nos podemos queixar de Juan Ayuso. O corredor espanhol, de saída da equipa no final do ano, comandou o grupo durante boa parte da penúltima subida e partiu o grupo. Vários corredores bem classificados, como Giulio Ciccone, Egan Bernal e Junior Lecerf, descolaram.

Lá na frente, na fuga, o grupo ia ficando cada vez mais reduzido. Bjerg descaiu e ainda foi uma grande ajuda para João Almeida na subida final, comandando o grupo dos favoritos durante os primeiros quilómetros da subida. Quanto a Soler… foi mais uma amostra do Solerismo.

Para quem pensava que o espanhol fosse correr como um corredor satélite para Almeida e dar-lhe uma preciosa ajuda, o corredor de 31 anos tratou logo de lhes mudar as ideias. Soler atacou no grupo da frente e destacou-se. O norueguês Johannes Staune-Mittet, da Decathlon-AG2R, ainda o tentou seguir, mas nada feito. Soler estava a andar como um louco para vencer a etapa.

Lá atrás, já Jay Vine impunha um andamento forte para não deixar a Visma e Jonas Vingegaard descansarem. Já com o último gregário de Almeida, o austríaco Felix Grossschartner, à frente do reduzido grupo do camisola vermelha, uma boa notícia: um dos braços direitos de Vingegaard, Matteo Jorgenson, perdeu o contacto.

A aceleração final, contudo, não partiu da UAE, mas sim da Red Bull – Bora – Hansgrohe. Giulio Pellizzari, líder da classificação da juventude, tomou as rédeas do grupo principal e acelerou o ritmo para o companheiro de equipa Jai Hindley, em luta com Tom Pidcock, da Q36.5, pelo último lugar do pódio. Lá na frente, Soler pedalava para a vitória.

A poucas centenas de metros da meta, Hindley atacou e só Almeida e Vingegaard conseguiram seguir. O português ainda acelerou para tentar ficar em segundo, mas foi passado nos últimos dez metros por Vingegaard, que assim lhe ganhou mais dois segundos.

A vitória de Soler foi a sétima da UAE nesta Vuelta em apenas 14 etapas, que já ganhou com quatro corredores, um cenário raríssimo na história do ciclismo. Ne geral, Almeida está a 48 segundos de Vingegaard e da camisola vermelha e está bem na luta pela vitória final. Mais uma vez, o dinamarquês, hiper-favorito à vitória final, não atacou e sentenciou a classificação geral como muitos esperariam que fizesse, o que deixa uma réstia de esperança para o corredor de A-dos-Francos para a terceira semana.

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